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FURTO

Casa de Naná Vasconcelos, músico pernambucano que venceu 8 grammys, é invadida

Criminoso entrou na residência que guarda parte do acervo do artista de madrugada e chegou a levar alguns objetos

Segundo a viúva, o suspeito levou uma mesa de som usada pelo percussionista, de valor histórico, louças e taças
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Aline Moura

Aline Moura é formada pela UFPE, trabalhou como repórter de Política, Editora Assistente de Produção de Política e repórter especial do Diario de Pernambuco, num período de 15 anos, onde atuou em todas as áreas, exceto esportes. Também teve experiência de quatro anos como gerente de comunicação da Secretaria do Trabalho, Emprego e Qualificação de Pernambuco e voltou ao jornalismo para integrar a equipe do Portal da Tribuna Online como repórter.

Última atualização

A residência onde morou Naná Vasconcelos, músico que ganhou oito Grammys, foi invadida por um criminoso na madrugada desta última quarta-feira (19).

O local fica no bairro do Rosarinho, no Zona Norte do Recife, e está sendo preservado, porque parte do acervo do artista ainda está lá enquanto não é levado para um museu. O caso chegou ao público nesta quinta-feira (20).

O homem mexeu na casa toda, ficou na sala por um bom tempo, abriu a mala onde estavam documentos e o diário de Naná, mas não chegou a levar, para alegria da viúva, Patrícia Vasconcelos. O suspeito levou uma mesa de som usada pelo percussionista, de valor histórico, louças e taças.

Tudo foi registrado por câmeras de segurança. O suspeito ainda não foi localizado pela polícia e a viúva disse estar preocupada com a segurança do local.

“Fiquei muito assustada com a investida na minha casa, porque lá tem muitos equipamentos de Naná, como indumentárias, fitas de vivos inéditos, matérias que vão para o documentário. E assim, a pessoa que invadiu, entrou na casa toda, levou alguns utensílios e coisas que foram separadas para ir para o meu novo apartamento”.

Segundo ela, se o diário tivesse sido levado, por exemplo, “as pessoas não iam saber quais foram as últimas palavras dele, o que ele deixou de mensagem para o mundo. Está todo escrito à mão”.

Patrícia concedeu entrevista à Carlos Simões, da TV Tribuna/Band, no Museu de Artes Afro-Brasil Rolando Toro, onde há um espaço que está catalogando o acervo de Naná para exibição, um trabalho delicado, que tem sido lento por falta de recursos.

Naná morreu no dia 9 de março de 2016. Ele era considerado uma autoridade mundial em repercussão.

“Por favor, peço às autoridades públicas e privadas que nos ajudem. Vocês não estão me ajudando, estão ajudando o Brasil a preservar a memória de uma pessoa que levou a música lindamente para o mundo, na nossa história no mundo da percussão. Eu acho que o Brasil, o Brasil deve isso a Naná”.

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