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LITORAL SUL

Comércio ilegal, preços abusivos e flanelinhas: o que muda após violência em Porto?

Medidas foram definidas após episódio de violência com turistas e incluem reforço policial e fiscalização

Novas medidas foram definidas após reunião realizada nesta segunda-feira (29), no Centro Integrado de Comando e Controle Estadual
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Aline Moura

Aline Moura é formada pela UFPE, trabalhou como repórter de Política, Editora Assistente de Produção de Política e repórter especial do Diario de Pernambuco, num período de 15 anos, onde atuou em todas as áreas, exceto esportes. Também teve experiência de quatro anos como gerente de comunicação da Secretaria do Trabalho, Emprego e Qualificação de Pernambuco e voltou ao jornalismo para integrar a equipe do Portal da Tribuna Online como repórter.

Última atualização


Após um episódio de violência com turistas, a faixa de areia de Porto de Galinhas, especialmente, entrou no radar da polícia e dos órgãos de fiscalização. Investigação em curso, reforço policial, combate a flanelinhas e controle do comércio informal estão entre as ações anunciadas pelo Governo de Pernambuco para o principal polo turístico do Litoral Sul.

As medidas foram definidas após reunião realizada nesta segunda-feira (29), no Centro Integrado de Comando e Controle Estadual (CICCE), no Recife, com a participação de órgãos estaduais e municipais.

O encontro foi conduzido pela secretária Executiva de Defesa Social, Mariana Cavalcanti, e reuniu representantes das polícias Civil e Militar, do Procon-PE e da Prefeitura do Ipojuca, incluindo integrantes das secretarias municipais de Defesa Social, Controle Urbano e Meio Ambiente, além da Guarda Municipal.

Resposta ao episódio de violência

A reunião foi convocada como resposta direta ao episódio ocorrido no sábado (27) e teve como foco o alinhamento de medidas imediatas para reforçar a segurança, o ordenamento urbano e a fiscalização em Porto de Galinhas.

Na ocasião, Johnny Andrade Barbosa e Cleiton Zanatta, dois turistas do Mato Grosso, foram agredidos por barraqueiros, sob a alegação de que não queriam pagar a conta. Os dois alegaram que combinaram o valor de R$ 50 para usar as cadeiras e barraca, enquanto os barraqueiros cobraram R$ 80.

O objetivo é coibir crimes, irregularidades e práticas abusivas no comércio e nos serviços que atuam na orla e no entorno da praia, com atenção especial à atuação de barraqueiros, flanelinhas e ambulantes.

“As investigações seguem pela delegacia local, com apoio de equipe da Diretoria Integrada Especializada (Diresp), que esteve na localidade coletando imagens e levando pessoas que estavam no local para prestarem depoimento. As investigações serão presididas pela Delegacia de Ipojuca, até que se chegue a autoria e as pessoas que tiverem participado dos fatos sejam indiciadas”, garantiu a delegada-geral adjunta da PCPE, Beatriz Leite.

Segundo a governadora Raquel Lyra (PSD), até agora foram identificadas 14 pessoas.

Ações integradas e reforço na fiscalização

Durante o encontro, os órgãos discutiram as atribuições de cada ente envolvido e definiram medidas conjuntas para enfrentar práticas irregulares, cobranças indevidas e atos criminosos.

Entre as ações acordadas estão o cadastramento, a padronização e a fiscalização dos barraqueiros; o enfrentamento aos abusos cometidos por flanelinhas; o suporte ao turismo em situações relacionadas ao comércio local; a ampliação do plantão da Polícia Civil durante o mês de janeiro de 2026; e a intensificação de operações integradas entre a Polícia Militar, Guarda Municipal, Controle Urbano e Procon, com foco na prevenção de crimes e na repressão a irregularidades.

O Procon-PE informou que realiza fiscalizações periódicas para monitorar a atuação dos comerciantes e coibir práticas abusivas.

“O consumidor precisa estar resguardado com todas as informações de forma clara e ostensiva. Os estabelecimentos que não se enquadram nas normas consumerista sofrerão as devidas penalidades administrativas”, explicou Liliane Amaral, gerente de fiscalização do Procon-PE.

Flanelinhas e integração com o município

Também foi definida a integração operacional entre o município e a segurança estadual, com reforço nas ações de regulamentação, cadastro e orientação dos flanelinhas. A proposta inclui esclarecimentos sobre condutas proibidas, como intimidação, extorsão e uso indevido de vagas públicas para obtenção de ganho pessoal.

As ações serão executadas de forma conjunta e contínua pelos órgãos estaduais e municipais, com ampliação da presença do poder público em Porto de Galinhas, buscando mais segurança, ordenamento, bem-estar e tranquilidade para moradores, comerciantes regulares e turistas.

Intensificação da segurança na faixa de areia

Durante a coletiva, a Polícia Militar reforçou a importância de que vítimas e testemunhas registrem ocorrências e acionem o policiamento pelo telefone 190. Os turistas que foram agredidos no final de semana foram socorridos por salva vidas e não por policiais..

“A Polícia Militar tomou conhecimento após as vítimas estarem na Delegacia fazendo o registro da ocorrência. Contamos com policiamento suficiente, através do reforço atual feito pelo Governo do Estado, sendo do BPTur a responsabilidade territorial da Praia de Porto de Galinhas e da Vila de Porto. A segurança na faixa de areia é um trabalho conjunto com a Guarda Municipal de Ipojuca, que já será intensificado”, explicou o subcomandante da PMPE, coronel Ricardo Lopes, ressaltando que a corporação também atua em apoio aos órgãos de fiscalização e controle do comércio local.

Canais de denúncia

As autoridades de segurança pública pedem apoio da população para o fornecimento de informações que possam colaborar no combate a abusos e crimes. As denúncias podem ser feitas de forma anônima e sigilosa por meio da plataforma Denúncia Interativa, da Secretaria de Defesa Social, no endereço www.denunciainterativa.sds.pe.gov.br

Serviço

Os atendimentos da Ouvidoria da SDS também podem ser realizados pelos seguintes canais:

📧 E-mail: [email protected]

📞 Telefones: 0800 081 5001

📱 WhatsApp: (81) 9 9488 3455

📢 Disque Denúncia: 181

Os dois lados

Veja, abaixo, entrevista exclusiva de Rafaella Pimentel com os dois turistas agredidos. Na matéria, também é exibida a versão dos comerciantes no Brasil Urgente, comandado por Moab Augusto. É só clicar. De antemão, eles os barraqueiros negaram qualquer tipo de homofobia.

Veja também: Associação evita punir barraqueiros e diz não ser órgão julgador em Porto

Veja mais: Turistas de Mato Grosso são agredidos por barraqueiros em Porto de Galinhas

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