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SOMENTE EM MAIO

Coren-PE alerta para cenário crítico em hospital de Garanhuns após 8 mortes em UTI

O Monte Sinai é uma unidade privada e, segundo o conselho, enfrenta déficit de profissionais de enfermagem

Segundo o Coren, um técnico estava sendo obrigado a fazer a classificação de risco dos pacientes, uma atribuição que, por lei (Lei 7.498/86), é exclusiva de enfermeiros
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Aline Moura

Aline Moura é formada pela UFPE, trabalhou como repórter de Política, Editora Assistente de Produção de Política e repórter especial do Diario de Pernambuco, num período de 15 anos, onde atuou em todas as áreas, exceto esportes. Também teve experiência de quatro anos como gerente de comunicação da Secretaria do Trabalho, Emprego e Qualificação de Pernambuco e voltou ao jornalismo para integrar a equipe do Portal da Tribuna Online como repórter.

Última atualização



Uma fiscalização do Conselho Regional de Enfermagem de Pernambuco (Coren-PE) encontrou um cenário crítico no Hospital Monte Sinai, em Garanhuns, no Agreste do Estado. A unidade, que é exclusivamente privada, enfrenta um déficit de profissionais de enfermagem, tanto na emergência quanto na UTI. A situação é considerada grave pela entidade.

A inspeção aconteceu na noite da segunda-feira (2) e na manhã desta terça (3). No período noturno, não havia nenhum enfermeiro de plantão na unidade, além da quantidade insuficiente de técnicos de enfermagem.

Segundo o Coren, um técnico estava sendo obrigado a fazer a classificação de risco dos pacientes, uma atribuição que, por lei (Lei 7.498/86), é exclusiva de enfermeiros.

“Os profissionais estão sobrecarregados, sem direito ao descanso garantido pela legislação trabalhista. Isso representa um risco altíssimo para a segurança dos pacientes, por conta do desgaste físico, mental e cognitivo”, afirmou a chefe do Departamento de Fiscalização do Coren-PE, Ivana Andrade.

O número de mortes na UTI acendeu um alerta. Em maio, dos 21 pacientes internados na unidade de terapia intensiva, oito morreram. O hospital possui apenas cinco leitos de UTI e atende pacientes de 21 municípios da região.

“Nos preocupa muito, principalmente em uma cidade que recebe eventos de grande porte, como o Festival de Inverno. Esse problema precisa ser enfrentado com urgência”, alertou Ivana.

O caso foi levado ao Ministério Público de Pernambuco (MPPE). O promotor de Justiça de Defesa da Cidadania de Garanhuns, Bruno Miquelão Gottardi, se comprometeu a realizar uma audiência para discutir soluções.

O Coren-PE, no entanto, não descarta medidas mais duras, como uma interdição ética da unidade ou uma ação civil pública contra a direção do hospital.

A reportagem entrou em contato com a administração do Hospital Monte Sinai, mas ainda não obteve respostas.Segundo o atendente, o gerente não se encontrava na unidade hospitalar.

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