Anúncio
Cidades

CPRH inicia remoção do muro do Pontal de Maracaípe após mais de 2 anos de disputas

A ação de remoção vem após o descumprimento da ordem judicial que determinava que o empresário João Fragoso retirasse a barreira

Muro tem 576 metros e, segundo a CPRH, estava prejudicando a fauna e a flora local, além de impedir o acesso da população à praia.
Foto de perfil de Aline Moura

Aline Moura

Aline Moura é formada pela UFPE, trabalhou como repórter de Política, Editora Assistente de Produção de Política e repórter especial do Diario de Pernambuco, num período de 15 anos, onde atuou em todas as áreas, exceto esportes. Também teve experiência de quatro anos como gerente de comunicação da Secretaria do Trabalho, Emprego e Qualificação de Pernambuco e voltou ao jornalismo para integrar a equipe do Portal da Tribuna Online como repórter.

Última atualização

A Agência Estadual de Meio Ambiente (CPRH) deu início, na manhã de hoje (14), à remoção do muro de Maracaípe, após mais de 2 anos de disputas e polêmicas. A ação marca o começo da resolução de um conflito que envolve a retirada de um muro ilegal de 576 metros de tronco de coqueiros, no Pontal de Maracaípe, no Litoral Sul de Pernambuco.

A barreira, de tamanho acima do permitido inicialmente pelo órgão, que era de 250 metros, passou a impedir o acesso público à praia, privatizando grande parte do local e causando danos aos animais e à vegeteção.

A decisão de derrubar o muro foi tomada pelo Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE), que aceitou as evidências apresentadas pela CPRH e pela Procuradoria Geral do Estado de Pernambuco. O veredito foi confirmado pela Justiça Federal. A ação de remoção vem após o descumprimento da ordem judicial que determinava que o empresário João Fragoso retirasse o muro.

A CPRH divulgou uma nota, confirmando que não existe justificativa válida para a permanência da estrutura.

Construído em uma área de preservação ambiental em 2022, o muro invadiu a faixa de praia, afetando negativamente a fauna e a flora locais.

De acordo com o órgão, a obra causou danos à vegetação de restinga, dificultou a desova de tartarugas, restringiu o acesso da população à praia, alterou a distribuição de sedimentos na região e aumentou o risco de erosão costeira nas áreas vizinhas.

Segundo a deputada Rosa Amorim (PT), que se destacou na luta pela retirada do muro, esse é um marco importante, não apenas para Pernambuco, mas para o Brasil.

“A vitória em Maracaípe representa uma vitória nacional na luta contra a privatização das praias. Foi uma batalha liderada pelos ambulantes, pescadores, moradores e barraqueiros para tirar as mãos de nossas praias. Maracaípe sem muros agora é realidade!”, disse, lembrando que a denúncia para a derrubada do muro foi feita Associação dos Moradores e Pescadores das Áreas de Mangue de Ipojuca.

Mais Lidas

Ver tudo ›

    Bem-vindo(a) ao
    Tribuna Online!

    Seu bloqueador de anúncios está ativo.

    A publicidade ajuda a manter nosso jornalismo. Libere os anúncios para apoiar o Tribuna Online.

    Obrigado por apoiar o jornalismo local.