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SÓ RESTAM CINZAS

Incêndio destrói o que restava do Teatro Waldemar de Oliveira, no Recife

Prédio do histórico Teatro de Amadores de Pernambuco sofria com vandalismo e abandono

Teatro está fechado há quase quatro anos e sem manutenção

Última atualização

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  • Incêndio de grandes proporções destruiu o que restava do Teatro Waldemar de Oliveira, no Bairro da Boa Vista, Recife, por volta das 5h da manhã desta quarta‑feira (dia 7).
  • Os bombeiros controlaram as chamas apesar da presença de madeira e lonas, sem registrar vítimas; a causa do fogo não foi divulgada.
  • O teatro, fundado em 1971 por Waldemar de Oliveira e abandonado desde 2020, servia de abrigo a moradores de rua e sofreu invasões e vandalismo.
  • Apesar de reforma feita há menos de 10 anos, a falta de recursos próprios e de subvenção estatal impedia sua manutenção, segundo os herdeiros.


Um incêndio de grandes proporções destruiu o que restava do prédio do teatro Waldemar de Oliveira, localizado no Bairro da Boa Vista, área central do Recifes. Os bombeiros foram acionados por volta das 5h da manhã desta quarta-feira (7) e, apesar de grande quantidade de material inflamável no local, como madeira e lonas, não tiveram dificuldades para debelar o incêndio. Não houve vítimas e nem foram divulgadas as causas do incêndio.

O prédio, que já não tinha mais telhado e era utilizado como abrigo por moradores de rua, está abandonado desde 2020. Deste então vem sofrendo invasões e vandalismo. A classe artística recifense fez diversos atos no intuito de recuperar e reabrir o local, fundado pelo médico e ator Waldemar de Oliveira, em 1971, para abrigar os ensaios e espétaculos da companhia Teatro de Amadores de Pernambuco.

Apesar de ter passado por uma grande reforma há menos de 10 anos, o Teatro Waldemar de Oliveira não tinha recursos próprios ou subvenção estatal para se manter. A renda obtida com espetáculos ou aluguel do prédio para eventos não era suficiente para a sua manutenção, segundo os herdeiros. No ano passado, os herdeiros da família  de Waldemar de Oliveira anunciaram que não  tinham interesse pelo  tombamento do prédio, já que a manutenção do local continuaria sendo um problema.

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