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SENTENÇA

Júri condena policial penal a 18 anos por morte de professor de dança

Marlon de Melo Freitas foi morto em Olinda, no ano passado, em uma discussão de trânsito

Policial penal já estava preso preventivamente há mais de um ano
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Edilson Vieira

Formado em jornalismo pela Universidade Católica de Pernambuco, com pós-graduação em Ciência Política pela mesma instituição. Trabalhou com marketing político. Atuou como repórter, produtor, e editor de texto de TV, e ainda como assessor e gerente de comunicação em assessorias de imprensa de empresas públicas. Foi repórter e colunista no Sistema Jornal do Commercio de Comunicação por 11 anos, nas editorias de Veículos e Economia. Está no Portal Tribuna Online PE desde julho de 2023.

Última atualização


A Justiça de Pernambuco condenou, nesta terça-feira (2), o policial penal Claudomerisson José do Nascimento, de 55 anos, pelo homicídio do professor de dança Marlon de Melo Freitas da Luz, de 31. O crime ocorreu em maio de 2024, após uma discussão de trânsito.

O julgamento, realizado por júri popular, resultou na condenação do réu a 18 anos e 8 meses de reclusão por homicídio duplamente qualificado. A pena deverá ser cumprida, inicialmente, em regime fechado.

Detalhes do julgamento e qualificadoras

O Ministério Público de Pernambuco (MPPE) denunciou o policial penal por homicídio qualificado. O TJPE informou que a sentença considerou para qualificar o crime o uso de recurso por parte do réu que dificultou a defesa da vítima (traição, emboscada, dissimulação), e comparou a ação a atividade típica de grupo de extermínio, mesmo que praticada por um único agente.

O crime

O professor Marlon de Melo Freitas da Luz foi baleado após uma briga de trânsito com Claudomerisson, quando voltava do trabalho de motocicleta. O policial penal, que também pilotava uma moto, efetuou dois disparos, atingindo o tórax e o braço da vítima. Em sua defesa, o policial penal alegou que teria sofrido uma tentativa de assalto por parte do professor e por isso reagiu. Claudomerisson chegou a registrar um Boletim de Ocorrência se posicionando como vítima.



Marlon foi socorrido em estado grave e internado no Hospital da Restauração (HR), no Recife. Um dos tiros perfurou seu pulmão e se alojou na coluna. Apesar de ter sido submetido a cirurgia, Marlon não resistiu aos ferimentos e morreu quatro dias depois, em 8 de maio. Ele deixou a esposa e uma filha de 8 anos.

O policial penal trabalhava na Paraíba, onde um processo administrativo foi aberto contra ele. Após a denúncia do MPPE ser aceita, a Justiça decretou a prisão preventiva do acusado. Claudomerisson José foi preso em Olinda, no dia 17 de maio, e encaminhado ao Centro de Observação Criminológica e Triagem (Cotel), em Abreu e Limaonde estava à espera deste julgamento.

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