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Mata Norte

‘Lázaro de Pernambuco’: a Justiça se desenha para homem acusado de crimes cruéis

O julgamento ocorre em Glória de Goitá, município onde ele matou duas mulheres

Lázaro estava em liberdade condicional quando cometeu crime contra as duas mulheres
Foto de perfil de Aline Moura

Aline Moura

Aline Moura é formada pela UFPE, trabalhou como repórter de Política, Editora Assistente de Produção de Política e repórter especial do Diario de Pernambuco, num período de 15 anos, onde atuou em todas as áreas, exceto esportes. Também teve experiência de quatro anos como gerente de comunicação da Secretaria do Trabalho, Emprego e Qualificação de Pernambuco e voltou ao jornalismo para integrar a equipe do Portal da Tribuna Online como repórter.

Última atualização



O Júri Popular de Edson Cândido Ribeiro, 37 anos, conhecido como “Lázaro pernambucano ou Lázaro de Pernambuco”, começou nesta quarta-feira (17) na comarca de Glória de Goitá, na Mata Norte do estado. O caso foi coberto pela TV Tribuna/Band (canal 4).

O homem ganhou o apelido devido aos crimes cometidos, à demora em sua localização, à considerável mobilização policial e aos dias em que conseguiu fugir das autoridades, semelhante ao Lázaro Barbosa, de Goiás. Há dois anos, a família das vítimas vive e revive os episódios.

Edson Cândido é réu por feminicídio de sua ex-companheira e réu por outro homicídio, que envolveu estupro.

Nesta quarta-feira, contudo, ele está sendo julgado apenas por um dos crimes: o homicídio da agricultora Jailma Muniz da Silva, que tinha 18 anos. Ela teria sofrido abuso sexual e foi morta no momento em que levava o café da manhã de sua mãe na lavoura.

A surpresa

O réu chegou ao Júri de cabelo cortado e assistiu ao início do julgamento de cabeça erguida, sem exibir emoções. Antes de ser acusado de matar duas mulheres, ele já havia sido preso por roubo e estupro, tendo sido liberado antes de cumprir a totalidade da pena. Foi quando teria cometido novos crimes e mais cruéis.



O julgamento está sendo comandado pelo juiz Gabriel Araújo Pimentel. O réu responde às acusações de estupro, roubo, homicídio triplamente qualificado, por ter matado por motivo torpe, impossibiltando a defesa da vítima e ocultando seu cadáver. A mãe foi a primeira a encontrar o corpo de Jailma, estava despido e com sinais de violência sexual.

Edson Cândido ainda responderá, em outro julgamento, por feminicídio: Kauany Mayara Marques da Silva, de 19 anos. Ela era sua companheira. Foi morta por não querer mais o relacionamento.

O Júri Popular está acontecendo em Glória de Goitá, com Carolina Aguiar atuando como assistente de acusação e Rafael Bento Lima como defensor público. O destino de Edson, também conhecido como Lázaro, será decidido por cidadãos comuns da cidade, sem formação jurídica, em uma avaliação imparcial, de acordo com a lei, para determinar se há elementos suficientes para a condenação do réu.

Saiba como foi o caso

De acordo com o Ministério Público, os crimes de Edson Cândido apresentam requintes de crueldade. A perseguição dele exigiu recursos substanciais, como cães, helicópteros e viaturas policiais. Edson se entregou após intensa caçada policial, sendo preso em 7 de fevereiro de 2022.

A primeira vítima dele foi a ex-companheira Kauany Mayara Marques da Silva, de 19 anos na época, que foi vítima de feminicídio na noite de 29 de janeiro de 2022. Após o homicídio, Edson teria despejado a jovem em um bueiro, onde o corpo foi encontrado em estado de decomposição.

Pouco depois, segundo a promotoria, ele perseguiu e assassinou outra jovem, Jailma Muniz de Souza, de 18 anos, que foi estuprada e morta a golpes de arma branca enquanto levava comida para a família no Sítio Cueiras, no dia 31 de janeiro. O corpo de Jailma foi descoberto a poucos metros de sua residência.

A matéria completa foi apurada pela repórter Rafaella Pimentel e pode ser conferida na primeira edição do Jornal da Tribuna, comandado por Moab Augusto.  



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