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Olinda lança Patrulha Maria da Penha com maioria feminina

Decisão inovadora foi anunciada pela prefeita Mirella Almeida (PSD) e vai beneficiar especialmente mulheres com medidas protetivas

Olinda saiu de cima do cômodo muro para reforçar a segurança das mulheres vítimas de com profissionais da cidade
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Aline Moura

Aline Moura é formada pela UFPE, trabalhou como repórter de Política, Editora Assistente de Produção de Política e repórter especial do Diario de Pernambuco, num período de 15 anos, onde atuou em todas as áreas, exceto esportes. Também teve experiência de quatro anos como gerente de comunicação da Secretaria do Trabalho, Emprego e Qualificação de Pernambuco e voltou ao jornalismo para integrar a equipe do Portal da Tribuna Online como repórter.

Última atualização



Governada por Mirella Almeida (PSD) desde o início do ano, o município de Olinda saiu de cima do cômodo muro para reforçar a segurança das mulheres com profissionais da cidade, mesmo que a área seja prerrogativa do Governo do Estado.

A prefeitura municipal garantirá um apoio especial à defesa das mulheres vítimas de violência doméstica.

A partir de maio, a Patrulha Maria da Penha formada por Guarda Municipais de maioria feminina entra em operação para monitorar agressores e garantir o cumprimento de medidas protetivas.

O serviço contará com 16 profissionais da segurança municipal – 11 mulheres e 5 homens – viatura exclusiva e atendimento 24 horas, acionado pelos números 190 ou 153.

300 É O NÚMERO OFICIAL DE VÍTIMAS EM 2025

Em 2024, 1.200 mulheres de Olinda conseguiram medidas protetivas na Justiça, de um total de 17,98% de 6.675 em todo o estado.

Só neste ano, já são 300 decisões judiciais concedidas às moradoras da cidade, o que é considerado benéfico, uma vez que a Secretaria da Mulher de Pernambuco têm dados de que uma mulher só faz a primeira denúncia cinco anos após sofrer violência. E detalhe: nem sempre ela deixa o companheiro.

FÓRUM BRASILEIRO DE SEGURANÇA



Os números de pedidos de medidas protetivas são altos, mas são considerados positivos pelas especialistas da área, porque o ciclo demora a ser quebrado.

Segundo o Fórum Brasilerio de Segurança, entre 45% e 50% das mulheres vítimas de violência ficam em silêncio. Normalmente, segundo a psicóloga Walkiria Alves, diretora de Enfrentamento à Violência de Gênero de Pernambuco, elas fazem a primeira denúncia 5 anos depois.

Ou seja, se 300 olindenses decidiram denunciar a violência sofrida em 2025, uma parte já vinha sofrendo há pelo menos cinco anos. E tudo isso, inclusive, nem garante que ela se separe do companheiro.

VISITAS PERIÓDICAS

Por isso a tamanha importância de se falar sobre o tema. Para garantir que essas determinações sejam respeitadas, a patrulha fará visitas periódicas às vítimas e monitoramento das ruas onde elas moram, atuando de forma preventiva e integrada com órgãos da rede de proteção, como a Delegacia da Mulher, o Centro Especializado de Atendimento à Mulher (CEAM) e a Vara de Violência Doméstica.

Antes de iniciar as operações, a equipe passará por um treinamento especializado neste mês de abril.

A prefeita Mirella Almeida (PSD) destacou que a ação faz parte de um esforço contínuo para fortalecer políticas públicas de proteção às mulheres. “Nossa luta acontece o ano todo. Não basta apenas falar sobre o problema, é preciso agir”, afirmou.

Com a Patrulha Maria da Penha, Olinda dá um passo firme contra a violência doméstica, garantindo segurança e apoio para quem mais precisa.

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