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2024

Oropouche já é considerada maior epidemia deste ano, mas ainda é pouco conhecida

Seminário tem como objetivo fortalecer os estudos sobre a doença e alinhar as estratégias de monitoramento

Segundo a Secretária Zilda Cavalcanti, o governo tem o desafio de não ser alarmista, mas, ao mesmo tempo, informar o cidadão da gravidade da doença.
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Aline Moura

Aline Moura é formada pela UFPE, trabalhou como repórter de Política, Editora Assistente de Produção de Política e repórter especial do Diario de Pernambuco, num período de 15 anos, onde atuou em todas as áreas, exceto esportes. Também teve experiência de quatro anos como gerente de comunicação da Secretaria do Trabalho, Emprego e Qualificação de Pernambuco e voltou ao jornalismo para integrar a equipe do Portal da Tribuna Online como repórter.

Última atualização


A Secretaria Estadual de Saúde de Pernambuco (SES-PE) realizou, nesta quinta-feira (1º), o I Seminário sobre Oropouche em Pernambuco 2024, no auditório do Instituto Aggeu Magalhães (Fiocruz), no Recife.

A doença já é considerada a maior epidemia do ano, segundo o Ministério da Saúde. No Brasil, o número total de casos chega a 7 mil, com duas mortes confirmadas na Bahia. Em Pernambuco, 89 casos registrados.

O evento contou com três mesas de discussão e um painel integrado, que promoveram debates sobre o panorama da doença no país, métodos de diagnóstico, monitoramento de casos e os desafios enfrentados pela saúde pública.

Estudiosos investigam se vírus sofreu mutação



Os pesquisadores estão investigando se o aumento dos casos de febre está relacionado a uma mutação do vírus provocada por mudanças climáticas.

O seminário tem como objetivo fortalecer os estudos sobre a doença e alinhar as estratégias de monitoramento no Estado. Em Pernambuco, foram registrados dois casos de fetos que testaram positivo para a doença, em Rio Formoso e Ipojuca.

“Nossa equipe está focada, desde a confirmação do primeiro caso, em contribuir com o desenvolvimento da pesquisa e continuar atuando fortemente na vigilância dos casos. Reforço que é uma condição que tem se mostrado emergente e necessita de acompanhamento”, destacou a secretária estadual de Saúde, Zilda Cavalcanti.

De acordo com a Secretaria de Saúde, a atenção é redobrada devido ao risco de morte fetal e lesão neurológica em crianças, o que representa um perigo significativo para gestantes.

Ponto de equilíbrio entre o alarme e a necessidade de proteger as pessoas

Segundo a Secretária Zilda Cavalcanti, o governo tem o desafio de não ser alarmista, mas, ao mesmo tempo, informar o cidadão da gravidade da doença.

“Estamos ponto de equilíbrio de não ser alarmantes, com algo que não tem evidência científica concreta, mas, ao mesmo tempo, precisamos dividir a informação que empodera para ter consciência da necessidade de autoproteção. A oropouche é transmitida pela muriçoca e maruim.

“Desde uma missão que aconteceu no Acre em fevereiro, nós identificamos que os casos de dengue estavam um pouco diferentes. O Ministério da Saúde instituiu uma missão para investigar os casos e de mais de 300, cerca de 200 não eram dengue, eram oropouche e isso acendeu um alerta”, disse Ethel Maciel, secretária executiva nacional de Vigilância.

Ethel Maciel destacou a relevância do evento em Pernambuco e ressaltou a importância da pesquisa em conjunto.

“O Brasil hoje é o país que tem condições de fazer o diagnóstico para a Febre do Oropouche. Vamos trabalhar juntos em prol do Brasil e das regiões das Américas. É fundamental que a comunidade científica esteja unida com esse propósito”, finalizou.

Desafios do diagnóstico e do manejo clínico

Durante o encontro de profissionais de saúde, foram discutidos temas como o cenário epidemiológico da Febre Oropouche nas Américas, no Brasil e em Pernambuco; os desafios enfrentados no diagnóstico e manejo clínico da doença; e as dificuldades na vigilância em saúde.

Um painel integrado apresentou especialistas que compartilharam suas experiências com a Febre Oropouche, incluindo relatos dos estados do Amazonas e da Bahia.

O seminário foi transmitido pelas páginas da SES-PE e da Fiocruz no YouTube e contou, ao longo do dia, com a participação de representantes da Secretaria de Saúde, do Ministério da Saúde (MS), da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), da Fiocruz, do Instituto Evandro Chagas (IEC), além de gestores estaduais de vigilância em saúde e membros da comunidade científica.

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