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Tragédia

Policial Militar, que deveria proteger, mata a mulher e tira a própria vida

Filho do casal estava na escola durante a tragédia

Na imagem, a esposa, que ainda não teve o nome revelado, e a o cabo Valdir Soares dos Santos
Foto de perfil de Aline Moura

Aline Moura

Aline Moura é formada pela UFPE, trabalhou como repórter de Política, Editora Assistente de Produção de Política e repórter especial do Diario de Pernambuco, num período de 15 anos, onde atuou em todas as áreas, exceto esportes. Também teve experiência de quatro anos como gerente de comunicação da Secretaria do Trabalho, Emprego e Qualificação de Pernambuco e voltou ao jornalismo para integrar a equipe do Portal da Tribuna Online como repórter.

Última atualização



Investigações preliminares feitas pela polícia apontam indícios de que o cabo Walmir Soares dos Santos matou a esposa Suyene Mary, nesta segunda-feira (04) e, em sequência, tirou a própria vida. O caso foi registrado pela Polícia Civil como feminicídio, seguido de suicídio.

A tragédia ocorreu na Rua Baltazar Gonçalves, no bairro de Dois Unidos, na Zona Norte do Recife. O casal tem um filho, que ficou órfão. A criança estava na escola no momento do crime, segundo informações iniciais de testemunhas.

As mortes aconteceram por volta de meio-dia. O policial militar, que tinha função de líder e deveria proteger a vida, em tese, trabalhava nas Rondas Ostensiva com Apoio de Motocicletas (Rocan). 

Suyene tinha prestado queixa contra ele em 2020, tendo retirado posteriormente. Nas redes sociais, no entanto, a mulher tinha uma frase no perfil do Instagram: “o medo vira coragem após uma longa conversa com Deus”.

A residência ficou bastante protegida por policiais militares após a tragédia. Os vizinhos contaram que o casal era “pacato” e frisaram que ela era fechada sobre a relação.

Eles contaram à TV Tribuna que o PM tinha uma boa relação com a vizinhança e com os colegas de trabalho. 

A idade de ambos ainda não foi revelada, nem a motivação, mas eles aparentavam ser jovens, de acordo com imagens recebidas pela produção da TV Tribuna PE (canal 4/Band).

Até o fechamento da matéria, não havia detalhes sobre a dinâmica das mortes. Os nomes também não foram oficialmente confirmados. O corpo da mulher estaria no terraço enquanto o do homem, num dos quartos, ao lado da arma.

A violência doméstica

O feminicídio mostra o drama da violência doméstica e o risco de avançar numa relação violenta. O fato de um policial militar, que tem o dever de proteger a sociedade, cometer um ato de violência contra sua parceira e depois contra si mesmo, pode ser visto como um reflexo da cultura que tolera ou até mesmo promove a violência contra as mulheres.

A pressão sofrida pelos policiais

O incidente também levanta questões sobre a saúde mental dos profissionais da segurança pública, aqueles que detêm o porte de arma. Entre as funções do PM, estão o patrulhamento e policiamento ostensivo, a fiscalização e cumprimento da lei, o controle de distúrbios civis, o apoio a outras agências de segurança pública, além de atividades comunitárias. 

“Nossa tropa está doente”, disse uma fonte à Tribuna. O que não justifica a morte da companheira, mas gera alertas. São eles que têm armas para proteger a sociedade do crime. Como eles estão preparados para portar esses equipamentos e mantê-los dentro de casa?

Este é o segundo caso de suicídio do ano envolvendo militares, homens que têm o poder de portar arma e usá-la em defesa da lei. No mês passado, um militar da reserva tirou a vida de um porteiro após agredir a própria mulher.

Na ocasião, o major médico da reserva matou o porteiro e tirou a própria vida. O porteiro teria chamado a polícia a pedido dos moradores e virou um alvo do agressor.

O caso pode ser acompanhado em matéria de Marwyn Barbosa na primeira edição do Jornal da Tribuna, exibido a partir das 13h, sob o comando de Moab Augusto, e transmitivo ao vivo neste portal e no canal 4.

Veja atualizações sobre o caso nesta matéria em momento oportuno



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