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TAQUARITINGA DO NORTE

Raposa morre após atacar criança de 3 anos: animal estava com raiva

O ataque, registrado por câmeras de segurança, levou a menina a ser socorrida urgentemente

Caso aconteceu na noite da última sexta-feira (16), no município de Taquaritinga do Norte, no Agreste de Pernambuco
Foto de perfil de Aline Moura

Aline Moura

Aline Moura é formada pela UFPE, trabalhou como repórter de Política, Editora Assistente de Produção de Política e repórter especial do Diario de Pernambuco, num período de 15 anos, onde atuou em todas as áreas, exceto esportes. Também teve experiência de quatro anos como gerente de comunicação da Secretaria do Trabalho, Emprego e Qualificação de Pernambuco e voltou ao jornalismo para integrar a equipe do Portal da Tribuna Online como repórter.

Última atualização



A raposa que atacou uma criança de 3 anos em Taquaritinga do Norte, no Agreste de Pernambuco, morreu após o incidente, que ocorreu no último fim de semana. O ataque, registrado por câmeras de segurança, levou a menina a ser socorrida urgentemente para atendimento médico.

O animal possivelmente estava com raiva, uma doença viral grave que afeta o sistema nervoso central de mamíferos, incluindo humanos. É causada pelo vírus da raiva, transmitido principalmente pela mordida de um animal infectado.

Segundo a bióloga Yumma Valle, do Parque Estadual de Dois Irmãos, a raposa, conhecida como raposinha-do-campo, é comum em áreas rurais de Pernambuco.

Geralmente, esses animais são tranquilos e evitam contato com humanos, tornando o ataque uma ocorrência atípica.

Yumma Valle explicou que o comportamento agressivo da raposa deve ter sido causado pela raiva, uma doença que afeta o sistema nervoso e altera o comportamento do animal. Um dos sinais da doença é a falta de medo dos seres humanos e a salivação em excesso.

A menina, que foi mordida durante o ataque, recebeu os cuidados médicos necessários e já teve alta hospitalar.

A bióloga ressaltou a importância de procurar atendimento médico imediato em casos de contato com animais silvestres, uma vez que a raiva é uma doença grave, mas tratável, se diagnosticada a tempo.

“Temos tanto a vacina quanto o soro disponíveis no SUS, que são essenciais para evitar o desenvolvimento da doença”, destacou Ilma.

Durante o ataque, o pai da criança, que estava presente no local, conseguiu salvar a menina ao chutar a raposa, matando-a. A ação tenha sido decisiva para proteger a menina, segundo a especialista.

No entanto, a população não deve interagir com animais silvestres em outros tipos de circunstância. “O ideal é se afastar e buscar ajuda especializada, evitando qualquer contato direto”, orientou a bióloga.

Segundo ela, a raiva é transmitida pela saliva de animais infectados e pode ser transmitida por meio de mordidas ou arranhões.

Entre os sinais de que um animal pode estar com raiva estão a falta de medo do ser humano e a salivação intensa. No Sertão e no Agreste pernambucano, relatos de animais exibindo esses comportamentos são comuns, o que reforça a necessidade de cautela e rápida intervenção médica.

A menina que foi atacada já está fora de perigo e segue em recuperação, sem risco de desenvolver a forma grave da doença. O caso serve como um alerta para os cuidados necessários em áreas onde a presença de animais silvestres é comum.

Veja matéria da TV Tribuna PE, feita por Carlos Simões e exibida na 1ª edição do Jornal da Tribuna PE, a partir de 12h43.



Veja mais sobre as características principais da raiva

Transmissão: O vírus da raiva é geralmente transmitido através da saliva de animais infectados, principalmente por mordidas, mas também pode ocorrer por arranhões ou lambeduras em feridas abertas ou mucosas.

Sintomas: Em humanos, os sintomas iniciais podem incluir febre, dor de cabeça, fraqueza, e desconforto na área da mordida. À medida que a doença progride, pode causar ansiedade, confusão, paralisia parcial, alucinações, agitação, aumento de salivação, e hidrofobia (medo de água).

Gravidade: A raiva é quase sempre fatal uma vez que os sintomas clínicos aparecem. A única forma eficaz de prevenção após a exposição ao vírus é a administração imediata de vacinas antirrábicas e imunoglobulina.

Prevenção: A vacinação de animais domésticos e selvagens, além do controle populacional de animais de rua, são as principais formas de prevenção da raiva. A vacinação pós-exposição em humanos também é crucial.

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