A coordenadoria jurídica do Sindicato dos Policiais Civis de Pernambuco deve entrar com um recurso de agravo no Tribunal de Justiça de Pernambuco para contestar a decisão judicial que proíbe a realização de greve pelos policiais, prevista para começar a partir da meia-noite desta sexta-feira (9) e multa de R$ 300 mil em caso de descumprimento.
Em entrevista ao Portal da Tribuna Online PE, o presidente do Sinpol, Áureo Cisneiros, afirmou que, além do agravo, o Sinpol já entrou com representação para que o TJPE faça a mediação do conflito, “entre nós e o governo, como estabelece o tema 541 do Supremo Tribunal Federal”.
Segundo Áureo, até agora, o diálogo com a categoria não foi aberto pelo Palácio das Princesas. A crise ficou acirrada após o secretário da Casa Civil, Túlio Vilaça, afirmar que o policiamento do Carnaval será feito, especialmente, pela Polícia Militar. “Quem cuida da Segurança efetiva é a Polícia Militar”, disse o secretário, ao Portal da Prefeitura.
“O sistema de Segurança Pública brasileiro é complementar e uno. Uma polícia complementa a outra. A PM, quando pega a ocorrência, tem que levar para uma delegacia. Se a delegacia vai está fechada, como será? A PM é a polícia preventiva, mas a polícia repressiva é a Civil, isso é básico. Admira o secretário da casa civil não saber disso”, declarou o sindicalista, dizendo que os policiais aguardam a posição da governadora Raquel Lyra (PSDB).
O secretário de Defesa Social, Alessandro Carvalho, também afirmou que o Sinpol “usa pressão às vésperas do Carnaval”, para antecipar uma negociação que já está marcada para começar no fim deste mês. Ele se pronunciou sobre o assunto, no bairro de São José, na abertura dos trabalhos de segurança pública para a folia em Pernambuco.
Alessandro Carvalho ainda lembrou da decisão anunciada pelo TJPE, que considerou a paralisação é “ilegal”. Ele destacou que foi preparado um esquema de contingência, caso a paralisação seja realizada. “Teremos um carnaval seguro”, assegurou.