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Crise

Sinpol quer mediação do Tribunal de Justiça no conflito com o governo do estado

Segundo Áureo Cisneiros, Palácio das Princesas não abriu diálogo com a categoria

Declaração de Túlio Vilaça acirra os ânimos em meio ameaça de greve da Polícia Civil
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Aline Moura

Aline Moura é formada pela UFPE, trabalhou como repórter de Política, Editora Assistente de Produção de Política e repórter especial do Diario de Pernambuco, num período de 15 anos, onde atuou em todas as áreas, exceto esportes. Também teve experiência de quatro anos como gerente de comunicação da Secretaria do Trabalho, Emprego e Qualificação de Pernambuco e voltou ao jornalismo para integrar a equipe do Portal da Tribuna Online como repórter.

Última atualização


A coordenadoria jurídica do Sindicato dos Policiais Civis de Pernambuco deve entrar com um recurso de agravo no Tribunal de Justiça de Pernambuco para contestar a decisão judicial que proíbe a realização de greve pelos policiais, prevista para começar a partir da meia-noite desta sexta-feira (9) e multa de R$ 300 mil em caso de descumprimento.

Em entrevista ao Portal da Tribuna Online PE, o presidente do Sinpol, Áureo Cisneiros, afirmou que, além do agravo, o Sinpol já entrou com representação para que o TJPE faça a mediação do conflito, “entre nós e o governo, como estabelece o tema 541 do Supremo Tribunal Federal”.

Segundo Áureo, até agora, o diálogo com a categoria não foi aberto pelo Palácio das Princesas. A crise ficou acirrada após o secretário da Casa Civil, Túlio Vilaça, afirmar que o policiamento do Carnaval será feito, especialmente, pela Polícia Militar. “Quem cuida da Segurança efetiva é a Polícia Militar”, disse o secretário, ao Portal da Prefeitura.

“O sistema de Segurança Pública brasileiro é complementar e uno. Uma polícia complementa a outra. A PM, quando pega a ocorrência, tem que levar para uma delegacia. Se a delegacia vai está fechada, como será? A PM é a polícia preventiva, mas a polícia repressiva é a Civil, isso é básico. Admira o secretário da casa civil não saber disso”, declarou o sindicalista, dizendo que os policiais aguardam a posição da governadora Raquel Lyra (PSDB).

O secretário de Defesa Social, Alessandro Carvalho, também afirmou que o Sinpol “usa pressão às vésperas do Carnaval”, para antecipar uma negociação que já está marcada para começar no fim deste mês. Ele se pronunciou sobre o assunto, no bairro de São José, na abertura dos trabalhos de segurança pública para a folia em Pernambuco.

Alessandro Carvalho ainda lembrou da decisão anunciada pelo TJPE, que considerou a paralisação é “ilegal”. Ele destacou que foi preparado um esquema de contingência, caso a paralisação seja realizada. “Teremos um carnaval seguro”, assegurou.

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