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OPERAÇÃO CONLUIO

Três vereadores são afastados em operação contra desvio de dinheiro no Sertão

Polícia Civil fez ainda 19 ações de busca e apreensão em endereços ligados à empresas em Pernambuco e na Paraíba

Cerca de 100 policiais participaram da operação
Foto de perfil de Edilson Vieira

Edilson Vieira

Formado em jornalismo pela Universidade Católica de Pernambuco, com pós-graduação em Ciência Política pela mesma instituição. Trabalhou com marketing político. Atuou como repórter, produtor, e editor de texto de TV, e ainda como assessor e gerente de comunicação em assessorias de imprensa de empresas públicas. Foi repórter e colunista no Sistema Jornal do Commercio de Comunicação por 11 anos, nas editorias de Veículos e Economia. Está no Portal Tribuna Online PE desde julho de 2023.

Última atualização


A Polícia Civil de Pernambuco deflagrou nesta quarta-feira (17) a operação Conluio 2, segunda fase da operação desencadeada em maio de 2023 que investiga desvio de dinheiro público no Sertão de Pernambuco.

Nesta quarta-feira foram afastados três vereadores da cidade de Santa Terezinha, distante cerca de 400 km da capital. Entre os afastados está o presidente da Câmara Muncipal. Os implicados terão que usar tornozeleira eletrônica e responderão por associação aos crimes de peculato, corrupção passiva e ativa, fraude em licitação, duplicata simulada e lavagem de dinheiro.

Segundo a polícia, os valores eram desviados dos contratos licitados pela Câmara dos Vereadores . Foi identificado superfaturamento das licitações para que as empresas devolvessem parte dos valores recebidos em contratos firmados entre 2019 a 2023. Além disso, servidores comissionados repassavam um percentual do salário aos vereadores, informou a polícia.

O delegado responsável pelo caso, Gregório Ribeiro, informou  que foram bloqueados R$ 2 milhões em ativos.  No total, foram cumpridos 19 mandados de busca e apreensão em endereços nas cidades pernambucanas de São José do Egito, Tabira e também na Paraíba, nos municípios de Princesa Isabel, Patos e na capital João Pessoa. Os alvos eram endereços de sócios das empresas participantes do esquema fraudulento.

Os documentos coletados na operação passarão por análise para compor o inquérito que será enviado para a Justiça.

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