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O DNA pernambucano do “Peito de Aço”

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O DNA pernambucano do “Peito de Aço”
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Rafael Araujo

Rafael Araújo é formado em jornalismo pela Uninassau Recife. Atua como repórter e colunista de esportes no portal Tribuna Online. É também produtor do Jogo Aberto Pernambuco da Tv Tribuna PE / Band.

Última atualização


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Em ano de Copa do Mundo, recordo Edvaldo Izídio Neto, o lendário Vavá, que meu saudoso pai o descrevia com entusiasmo: “jogava demais”. Não acompanhei a carreira, mas de tanto ouvir quando mais jovem, decidi pesquisar sobre. Formado na base do Sport Club do Recife, no final da década de 40, ele iniciou a carreira como meia-armador antes de se profissionalizar em 1949. Com 1,74m, despertou o interesse do Vasco da Gama e partiu para o Rio. E foi defendendo a “Cruz de Malta” que ele ganhou uma notoriedade ainda maior nacionalmente falando. Recebeu o famoso apelido de “Peito de Aço” pela raça na hora de encarar os zagueiros adversários. Era realmente um leão em campo.

No Vasco, Vavá conquistou títulos do Carioca e Rio-São Paulo , mas foi na Seleção Brasileira que fez o país se render a sua genialidade. Embora tenha disputado apenas 23 jogos, ele foi eficiente. Marcou 14 gols, sendo nove deles em Copas do Mundo. Bicampeão mundial em 1958 e 1962, ele atuou ao lado de nomes como Pelé e Garrincha. De fato, meu pai estava certo ao elogiar tanto o Vavá.


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A trajetória internacional de Vavá incluiu o Atlético de Madrid, onde faturou duas Copas da Espanha, antes de retornar ao país para ser campeão paulista pelo Palmeiras em 1963. Após passagens pelo México e Estados Unidos, Vavá encerrou a carreira, tentou ser treinador mas sem muito sucesso.  Integrou a comissão técnica de Telê Santana na Copa de 1982, onde o Brasil não foi campeão mas mostrou ao mundo um futebol que enchia de orgulho os brasileiros. O artilheiro nos deixou precocemente aos 67 anos, em janeiro de 2002, ironicamente o mesmo ano em que o Brasil celebraria a conquista do pentacampeonato.


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Vavá escreveu seu nome no futebol mundial com o DNA pernambucano. Ele serve ainda hoje de inspiração para as novas gerações, principalmente a atual que está longe de ser inspiradora ou de gerar confiança na torcida brasileira. 

E por fim, meu pai – meu saudoso pai –  realmente estava certo. Vavá Peito de Aço era genial!

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