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Bruno Rodrigues confirma nova SAF e garante: “vamos ascender à Série B”

Sem revelar nomes, em exclusiva a Rembrandt Júnior, presidente detalha troca de investidores, ressarcimento de R$ 8 milhões e planos para o acesso

Bruno Rodrigues confirma nova SAF e garante: “vamos ascender à Série B”
- Rembrandt entrevista Bruno Rodrigues (à direita) no Jogo Aberto
Foto de perfil de Aline Moura

Aline Moura

Aline Moura é formada pela UFPE, trabalhou como repórter de Política, Editora Assistente de Produção de Política e repórter especial do Diario de Pernambuco, num período de 15 anos, onde atuou em todas as áreas, exceto esportes. Também teve experiência de quatro anos como gerente de comunicação da Secretaria do Trabalho, Emprego e Qualificação de Pernambuco e voltou ao jornalismo para integrar a equipe do Portal da Tribuna Online como repórter.

Última atualização



O “mistério” que rondava o Arruda foi desfeito em um diálogo franco e detalhado. No estúdio do Jogo Aberto, da TV Tribuna PE/Band, o presidente do Santa Cruz, Bruno Rodrigues, revelou ao jornalista Rembrandt Júnior que o clube está nos “45 segundos do segundo tempo” para oficializar a troca do grupo investidor de sua Sociedade Anônima do Futebol (SAF).

O mandatário explicou que a rescisão com o grupo anterior, a Cobra Coral, ocorre de forma amigável e sem multas, após um percalço no lastro financeiro da operação original. O movimento, contudo, não deixou o clube de mãos vazias: os R$ 8 milhões já aportados foram fundamentais para manter a Recuperação Judicial (RJ) em dia e serão ressarcidos pelo novo grupo que assume a gestão. Os nomes não foram revelados.

Mais do que uma mudança de nomes na mesa de negociações, Bruno Rodrigues trouxe uma perspectiva ambiciosa para o futebol. Mesmo disputando a Série C, o presidente explicou que o atraso dos salários se deu porque os jogadores tiveram salários aumentados.

O objetivo é claro: garantir que o acesso não seja apenas uma promessa, mas uma consequência matemática de um elenco “cascudo”. No vestiário, o clima de união — selado por uma foto que viralizou — reflete um grupo que, segundo o presidente, recuperou o “sangue nas veias” e a confiança para o restante da temporada, contando com o apoio maciço da torcida para lotar a Arena de Pernambuco. Veja os principais trechos da entrevista.

Rembrandt Júnior entrevista Bruno Rodrigues

Presidente, a pergunta que todos fazem na rua: e a SAF? O processo voltou à estaca zero ou está caminhando?

Bruno Rodrigues: Nós fomos pelo caminho da transparência. No começo de 2025, conseguimos a melhor proposta financeira, mas no meio do processo o investidor desistiu da operação por questões de lastro. O que fizemos? Trocamos o lastro. Cumprimos o passo a passo no Conselho e na Assembleia. Por mais que estejamos trocando os investidores agora, esse andamento foi mantido. Já estamos em conversas para uma rescisão amigável com a Cobra Coral, sem multas, e vou apresentar as novas propostas em breve.

Rembrandt: Como fica o aporte de R$ 8 milhões que já foi feito pela Cobra Coral? O Santa terá que devolver esse dinheiro?

Bruno: Exatamente. O novo grupo investidor vai ressarcir esses valores à Cobra Coral. Esse recurso foi vital, pois serviu para pagarmos as mediações judiciais e manter nossa Recuperação Judicial. Qualquer investidor que venha assumir a SAF Santa Cruz terá que ressarcir esse valor porque o recurso é devido. Está tudo alinhado e a vida segue.

Rembrandt: Sobre o patrimônio, o senhor sempre defendeu o Arruda. Como ficam o estádio e os investimentos nessas novas propostas?

Bruno: Na negociação anterior, o estádio iria como cessão definitiva, o que gerou problemas internos e eu fui contra inicialmente. O fato novo é que as propostas atuais preveem um módulo de 35 anos: o investimento é feito, mas o patrimônio volta e nunca deixará de ser do Santa Cruz. Só reformamos o estádio a contento com dinheiro grande, e esse recurso tem que vir do investidor.

Rembrandt: Falando de futebol, o senhor mencionou um “desencaixe” na folha de pagamento. Como está a situação dos salários dos jogadores hoje?

Bruno: O desencaixe ocorreu justamente porque os investidores autorizaram o aumento da folha e nós confiamos no recurso que viria. Mas estamos fazendo um esforço enorme para deixar tudo em dia. O clima no vestiário é o melhor possível. Eu nunca duvidei do caráter desse grupo. Temos um dos melhores elencos da Série C, disparado, mas não estávamos performando. Agora o esquema mudou, a sorte voltou a aparecer e eu tenho convicção de que vamos subir.

Rembrandt: Este é o seu último ano de mandato. Com ou sem SAF, o senhor pensa em uma reeleição em dezembro?

Bruno: Meu compromisso foi resgatar o clube e entregar um Santa Cruz melhor do que peguei. Não está no meu radar a questão da eleição agora; meu radar está no acesso à Série B até o dia 30 de outubro. Após o término do campeonato, vamos discutir isso internamente, sem vaidade. O clube é difícil de administrar, a política às vezes atrapalha, mas resgatamos a credibilidade e a autoestima do torcedor. Então, essa questão da eleição em dezembro a gente vai tratar após o término do campeonato da Série C e, se Deus permitir, nós acenderemos a Série B.

Veja entrevista completa abaixo



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