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SANTA CRUZ

Cristian de Souza analisa primeira derrota: “A gente precisa evoluir”

Técnico assume bônus e ônus de estratégia mais leve, aponta falhas coletivas e recusa crucificar o goleiro Thiago Coelho após revés na Arena

Cristian de Souza analisa primeira derrota: “A gente precisa evoluir”
- Cristian de Souza avalia revés do Santa
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Aline Moura

Aline Moura é formada pela UFPE, trabalhou como repórter de Política, Editora Assistente de Produção de Política e repórter especial do Diario de Pernambuco, num período de 15 anos, onde atuou em todas as áreas, exceto esportes. Também teve experiência de quatro anos como gerente de comunicação da Secretaria do Trabalho, Emprego e Qualificação de Pernambuco e voltou ao jornalismo para integrar a equipe do Portal da Tribuna Online como repórter.

Última atualização



A primeira derrota do técnico Cristian de Souza no comando do Santa Cruz expôs a necessidade de ajustes urgentes no setor ofensivo e no equilíbrio coletivo da equipe . Após o revés por 1 a 0 para o Ypiranga-RS na Arena de Pernambuco, o treinador evitou apontar culpados individuais e preferiu focar na evolução do conjunto, reconhecendo o momento de baixa produção do ataque .

“Nós chegamos aqui com o desafio de, primeiro, organizar o time defensivamente. É mais fácil. Sempre para defender é mais fácil. E a questão ofensiva é aquilo que a gente vem falando desde o começo. É jogo, é trabalho, é processo, é repetição, é tentativa”, avaliou Cristian de Souza,admitindo que o jejum de gols dos centroavantes afeta diretamente o lado mental do elenco. “

Quando tu coloca jogadores mais leves, mais técnicos, tu vai perder a força de marcação. Então era o risco que a gente sabia que ia passar a correr.E essa questão ofensiva é tempo, repetição, jogo, ganhar confiança. É normal quando o atacante não faz gol, ele vai perdendo a confiança, vai sendo mais cobrado”.

Com o resultado negativo, o Santa Cruz estacionou nos 15 pontos e caiu para a 10ª colocação da Série C, ficando fora da zona de classificação .

Erros defensivos e meio-campo exposto

Além das dificuldades na frente, a estratégia inicial desenhada pela comissão técnica para deixar o time mais leve cobrou um preço alto na marcação . Ao escalar os meias Vitinho e Patrick Allan juntos, recuando Favela, o Santa Cruz perdeu o controle da intermediária no primeiro tempo e deu liberdade aos volantes do Ypiranga-RS . O castigo veio aos 20 minutos, em finalização de longa distância de Estêvão que contou com uma falha do goleiro Thiago Coelho.

Interrogado sobre uma possível mudança na meta tricolor, já que Gabriel Souza vinha de boas atuações, o comandante blindou o camisa 1. “Não, nós não vamos execrar ninguém, eu não vou apontar culpados, não trabalho dessa forma. O Thiago é um jogador experiente, um goleiro experiente, vai saber passar pelo erro. O Gabriel fez um bom jogo lá em Brusque, e a gente vai… Ninguém tem lugar cativo, ninguém tem lugar fixo. A cada jogo, a gente vai achar os 11 melhores para iniciar a partida, dentro de uma estratégia, de uma análise da adversária”, cravou .

Mudança tática e foco no vice-líder

Segundo o técnico, no segundo tempo, o Santa Cruz alterou a postura, migrou para uma linha com três zagueiros e passou a explorar os lados do campo, acumulando escanteios e criando a chance do pênalti desperdiçado por Everaldo. Apesar do volume, a falta de contundência impediu o empate.

O treinador reforçou que o processo exige insistência: “O treinador tem que fazer tentativas. Eu venho oportunizando diversos jogadores, venho trocando a formação. Hoje a gente tenta ajudar com uma ideia de formação de meio campo diferente. Tudo tem bônus e ônus no futebol. Quando tu coloca jogadores mais leves, mais técnicos, tu vai perder a força de marcação. Então era o risco que a gente sabia que ia passar a correr. E essa questão ofensiva é tempo. É tempo, é repetição, é jogo, é ganhar confiança” .

O elenco coral se reapresenta nesta segunda-feira de olho em um desafio direto fora de casa . O Santa Cruz enfrenta o Paysandu, atual vice-líder da competição com 20 pontos, no próximo sábado (27), às 17h .  concluiu Cristian.

“Não tem terra arrasada”, diz executivo

O executivo de futebol do Santa Cruz, Alex Brasil, também analisou o tropeço na Arena e fez questão de frear qualquer princípio de crise . Apesar de lamentar o resultado negativo diante do público pagante, o dirigente ressaltou que o planejamento para buscar a classificação segue vivo .

“Não tem terra arrasada, é uma derrota que dói, todos nós estamos sentidos, principalmente o torcedor. Mas a gente está ainda vivo na competição, e a gente sabe o que a gente quer, e eu tenho certeza que a gente vai alcançar o objetivo”, declarou o executivo.

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