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FUTEBOL

Marcelo Cabo deixa o Santa Cruz um dia após derrota por 4 a 0 para o Náutico

Treinador encerra ciclo no Arruda nesta segunda-feira; diretoria busca substituto para o Estadual

Marcelo Cabo deixa o Santa Cruz um dia após derrota por 4 a 0 para o Náutico
- Marcelo Cabo tinha rejeitado propostas de outros clubes e tinha declarado amor à torcida tricolor
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Aline Moura

Aline Moura é formada pela UFPE, trabalhou como repórter de Política, Editora Assistente de Produção de Política e repórter especial do Diario de Pernambuco, num período de 15 anos, onde atuou em todas as áreas, exceto esportes. Também teve experiência de quatro anos como gerente de comunicação da Secretaria do Trabalho, Emprego e Qualificação de Pernambuco e voltou ao jornalismo para integrar a equipe do Portal da Tribuna Online como repórter.

Última atualização


O Santa Cruz Futebol Clube anunciou, nesta segunda-feira (26), o desligamento do técnico Marcelo Cabo. A decisão foi comunicada pela assessoria de imprensa do clube após reunião entre o profissional e o departamento de futebol na sede social, no bairro do Arruda. 

“O presidente (do clube) Bruno Rodrigues acertou com o treinador a sua saída do comando da equipe coral, agradecendo o trabalho desenvolvido no Arruda e ressaltando a importância do acesso à Série C do Campeonato Brasileiro nesta temporada”, diz um trecho da nota enviada à imprensa pelo clube.

Em outro recorte do texto, Bruno Rodrigues falou sobre a saída do treinador como “encerramento de um ciclo”. Ele desejou todo o sucesso a Marcelo Cabo nos novos desafios de sua consolidada carreira”.

Motivação e retrospecto

A saída ocorreu após o último compromisso do time no Campeonato Pernambucano, quando o Náutico imprimiu uma goleada de 4 a 0 em cima do Santa Cruz, gerando revolta entre os torcedores.

No Clássico das Emoções, o time terminou o primeiro tempo com um jogador a menos, mas o incômodo da torcida com as estratégias de Cabo nos jogos vinha desde o ano passado, apesar de ele ter conquistado o acesso tão desejado à série C. Entre as críticas, pesavam, por exemplo, a insistência na “retranca” e a limitação da criatividade em campo.

O treinador chegou ao clube em abril de 2025, após a eliminação do time no estadual. Ele assumiu o lugar de Itamar Schülle.

Elegância

De toda forma, pelo menos publicamente, foi uma saída respeitosa com o técnico que ajudou no acesso da Cobra Coral. Neste último domingo (25), quando a torcida já queria a cabeça de Cabo na bandeja no final do clássico, ele foi acompanhado para a coletiva com o CEO Pedro Henriques, que reclamou apenas da arbitragem, e toda a situação foi decidida nesta segunda, todo mundo com a cabeça fria.

Balanço

No futebol, as cobranças são constantes. Neste ano, o treinador encerrou sua passagem pelo clube com o registro de desempenho abaixo das metas estabelecidas para o primeiro mês da temporada de 2026, entre elas, garantir um lugar no G2 na primeira fase do Campeonato Pernambucano.

Cabo também tinha o desafio de estruturar a equipe para a Série C. No entanto, a oscilação de resultados e a falta de evolução tática no gramado aceleraram a interrupção do trabalho.

Em cinco partidas, por exemplo, o Tricolor do Arruda alcançou apenas duas vitórias, um empate e duas derrotas, incluindo a goleada sofrida no clássico. Cabo comandou 29 jogos desde sua chegada, com 13 vitórias, nove empates e sete derrotas.

Transição e próximos passos

O elenco profissional tem reapresentação marcada para esta terça-feira. A condução dos trabalhos em campo fica sob responsabilidade da comissão técnica permanente da instituição. 

A diretoria do Santa Cruz permanece em regime de reunião para definir o sucessor. O objetivo é oficializar o novo nome antes do fechamento da semana. Nesta quarta-feira, a Cobra Coral já enfrenta o Jaguar no Arruda, em partida sem torcedores.

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