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Impactante

Homem com vida dupla de presbítero e matador será investigado por outros homicídios

Religioso falava de amor na igreja e cometia crimes de assassinato, registrado em imagens

Segundo delegado Thiago Henrique, homem com vida dupla pode ter cometido outros crimes em anos anteriores
Foto de perfil de Aline Moura

Aline Moura

Aline Moura é formada pela UFPE, trabalhou como repórter de Política, Editora Assistente de Produção de Política e repórter especial do Diario de Pernambuco, num período de 15 anos, onde atuou em todas as áreas, exceto esportes. Também teve experiência de quatro anos como gerente de comunicação da Secretaria do Trabalho, Emprego e Qualificação de Pernambuco e voltou ao jornalismo para integrar a equipe do Portal da Tribuna Online como repórter.

Última atualização


O delegado Thiago Henrique Costa de Almeida, que presidiu a Operação Juízo Final, informou nesta sexta-feira (22) que a Polícia Civil vai investigar se Flávio Severino Vicente, 30 anos, tem indícios de envolvimento em outros homicídios não esclarecidos na Mata Norte, em Pernambuco. A Polícia já tem provas para indiciar o homem pela morte de 11 pessoas, sendo delas 10 em Vicência e outra em Machados.

Thiago Henrique acredita que o investigado pode ser um psicopata, considerando que tinha uma vida dupla, uma totalmente diferente da outra, e não demonstrava remorso: atuava como presbítero na Paraíba e matador no estado pernambucano. 



A polícia não informou a igreja paraibana onde ele enganava os fiéis e tinha cargo de prestígio. A principal fonte de renda do investigado vinha do tráfico de drogas.

A história impactante mais uma vez veio à tona na TV Tribuna, desta vez, na 1ª edição do Jornal da Tribuna, comandado por Moab Augusto. Quem entrevistou o delegado foi o repórter Marwyn Barbosa. O nome usado pelo falso religioso no crime era Babidi.

Babidi estava foragido desde o final de outubro, aproximadamente, quando o líder da facção criminosa da qual fazia parte, Nego Gil, foi morto ao sair da prisão.

O suspeito seria o braço direito de Nego Gil e seu principal encarregado de execuções – ligações comprovadas por movimentações bancárias, imagens em vídeo e testemunhos. Ele fugiu para uma pequena cidade no interior de Goiás, Quirinópolis, e tinha tanta confiança na impunidade que passou a morar a 100 metros da delegacia da cidade.

Com apoio da delegacia de Goiás, a prisão de Babidi foi efetuada na quarta-feira (20), mesmo dia em que o caso foi revelado em primeira mão pela TV Tribuna. A Operação Juízo Final ganhou este nome em virtude deste principal suspeito e o uso que ele fazia da religião cristã para transitar sem suspeitas e ter o álibi perfeito.

A prisão de Babidi também teve apoio da Operação Paz, chefiada pelo delegado Herbert William, de policiais da Delegacia de Vicência, além da Polícia Civil do estado de Goiás.

A transferência do presbítero e soldador está sendo aguardada pela Polícia Civil de Pernambuco. A data de chegada do prisioneiro não foi informada.

Juízo Final

O caso começou a ser desvendado pela Operação Juízo Final, que começou há cerca de um ano. O Juízo Final, mencionado na Bíblia, refere-se ao evento escatológico em que Deus julgará a humanidade no final dos tempos.

O nome da operação está relacionado aos crimes do falso evangélico. Há vídeos dele em pregações eloquentes no estado paraibano e imagens onde é visto pela polícia cometendo assassinatos. Dois dos alvos de Babidi não tinham qualquer relação com o tráfico, eram inocentes: Elias do Ibama e Alisson Andrade.

Flávio Severino nasceu em Pernambuco em 1993 e está sendo considerado pela polícia como um matador em série e psicopata. Enquanto matava sob encomenda no estado pernambucano, pregava no altar, trabalhava como soldador em Goiás.

No dia 8 de dezembro, a Operação Juízo Final expediu dez mandados de prisão temporária e 15 de busca e apreensão contra suspeitos de homicídios e tráfico de drogas, comércio ilegal de armas de fogo, associação criminosa, clonagem de veículos, receptação e extorsão a comerciantes.

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