A suspeita de que um perito criminal teria recebido propina para falsificar um laudo relativo ao Caso Beatriz levou a juíza Elane Brandão Ribeiro, da Vara do Tribunal do Júri da Comarca de Petrolina, no Sertão do São Francisco, a requisitar informações à Chefia da Polícia Civil de Pernambuco.
A magistrada quer saber se há procedimento disciplinar contra o perito Gilmário dos Anjos, que teria falsificado um laudo que comprometia a instituição de ensino em que a menina foi assassinada, mediante propina de R$ 1,5 milhão. A informação surgiu durante investigação decorrente de uma operação da Polícia Federal.
Beatriz Mota, 7 anos, foi assassinada com 47 facadas em 10 de dezembro de 2015, durante uma festa ocorrida no Colégio Nossa Senhora Auxiliadora, em Petrolina, onde ela estudava e seu pai dava aula.
Em janeiro de 2022, Marcelo da Silva foi identificado através do cruzamento de DNA, a partir das amostras coletadas na faca usada no crime. Depois disso, a polícia foi até o presídio onde Marcelo estava, no Agreste do Estado, e ele confessou o homicídio.