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INDENIZAÇÃO

Justiça condena estagiário que vendeu suplemento irregular a aluno em academia

Rapaz de 18 anos morreu após fazer uso do produto que aumenta a resistência física a treinos de grande esforço

Imagem meramente ilustrativa, gerada por IA
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Edilson Vieira

Formado em jornalismo pela Universidade Católica de Pernambuco, com pós-graduação em Ciência Política pela mesma instituição. Trabalhou com marketing político. Atuou como repórter, produtor, e editor de texto de TV, e ainda como assessor e gerente de comunicação em assessorias de imprensa de empresas públicas. Foi repórter e colunista no Sistema Jornal do Commercio de Comunicação por 11 anos, nas editorias de Veículos e Economia. Está no Portal Tribuna Online PE desde julho de 2023.

Última atualização


O Tribunal de Justiça de Pernambuco condenou um homem que atuava como estagiário de educação física em uma academia no bairro de Boa Viagem, na Zona Sul do Recife a indenizar em R$ 75 mil a família de um jovem que morreu após usar um suplemento proibido no Brasil, conhecido como “Jack 3D”. O produto é um suplemento alimentar usado para aumentar a capacidade de resistência muscular em treinos de grande intensidade.

O réu vendia o suplemento a R$ 160 para alunos da academia onde atuava como estagiário. Na ação movida pelos pais do jovem, que morreu em 4 de maio de 2011, no mesmo dia em que completaria 18 anos de idade, consta que o filho teve efeitos colaterais após tomar o suplemento, como dores de cabeça, amnésia e insônia. Ele ainda fazia uso do produto junto com um outro suplemento de força.

Na decisão judicial assinada pelo juiz Marcos Antonio Tenório, e publicada no último dia 5 de junho, e segundo o Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE), a academia não foi condenada porque o estabelecimento tem como diretriz proibir a venda de suplementos em suas dependendências. Para a Justiça, o então estagiário agiu de forma pessoal e extrapolou suas funções. O produto não tinha aval da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), portanto, não poderia ser vendido no Brasil. Em relação à decisão da Justiça, cabem recursos.

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