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TRAUMA INFANTIL

Menina de 13 anos relata ter sido dopada e espancada com tamanco em Vitória

Conselho Tutelar constatou que criança já havia sofrido até queimaduras com chapinha

De acordo com a conselheira Maria José David, a mãe dopava a criança para ter encontros amorosos dentro de casa.
Foto de perfil de Aline Moura

Aline Moura

Aline Moura é formada pela UFPE, trabalhou como repórter de Política, Editora Assistente de Produção de Política e repórter especial do Diario de Pernambuco, num período de 15 anos, onde atuou em todas as áreas, exceto esportes. Também teve experiência de quatro anos como gerente de comunicação da Secretaria do Trabalho, Emprego e Qualificação de Pernambuco e voltou ao jornalismo para integrar a equipe do Portal da Tribuna Online como repórter.

Última atualização



A criança de 13 anos, socorrida no Hospital João Murilo de Oliveira, em Vitória de Santo Antão, Zona da Mata de Pernambuco, contou ao Conselho Tutelar que sua mãe a dopou e a agrediu com um tamanco. O Conselho Tutelar também recebeu informações de que a menina era vítima de tortura, pois sua mãe a dopava e já havia usado até mesmo chapinha quente para machucá-la.

A posição do Conselho Tutelar foi trazida a público nesta segunda-feira pela A menina contou alguns detalhes depois de passar por atendimento médico. Segundo declarações da criança, as agressões contra ela eram frequentes.

A reportagem completa de Carol Guibu foi exibida na primeira edição do Jornal da Tribuna, comandado por Moab Augusto. O jornalista Moab esclareceu, inclusive, que o choro visto de várias durante a prisão da mulher era por causa de outra mulher que também estava sendo presa.

A mãe não teve revelado em respeito ao Estatuto da Criança e do Adolescente. Ela está presa, de forma preventiva, na Colônia Feminina do Bom Pastor, presídio localizado no Recife, após passar por audiência de custódia. A preservação do nome visa proteger a criança de exposições que a possam levá-la a reviver o trauma.

“Ela estava bastante machucada, com vários hematomas pelo corpo, o rosto também machucado. Segundo a criança, ela foi agredida por um tamanco”, contou o conselheiro tutelar Fabinho Vitória. “A criança está muito abalada, chorando, falando com voz trêmula”, afirmou o conselheiro.

Segundo Fabinho, nome pelo qual é conhecido na cidade, o conselho tomou as providências para encontrar um lar seguro e acolhedor para a menina. A menina foi levada para a casa da avó paterna. “A criança falou que, na casa de um dos avós, estaria segura”.

De acordo com a conselheira Maria José David, a mãe dopava a criança para ter encontros amorosos dentro de casa. “Foi observado junto com a equipe médica, com o pessoal também da Assistência Social, com o Conselho Tutelar alguns hematomas anteriores, marcas que ficaram no corpo (dela). A menina trouxe o relato de que já havia sido agredida por champinha quente e outros objetos que leva a crer que é uma tortura”, relatou.

Policial diz que, “atrás de uma farda, existe um ser humano”


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Um outro momento que chama a atenção neste caso, em vídeo divulgado nas redes sociais, é quando a criança chega ao hospital e uma policial militar agride a mãe, presa em flagrante. “Foi tu que fez isso com ela? Pronto. Você não gosta de bater né?”, disse a policial Fabíola Aniely da Conceição após dar uma bofetada no rosto da mãe.

Fabíola Aniely gravou um vídeo dizendo que, por trás da farda, havia um ser humano. Ela afirmou estar pronta para ser punida, se for o caso, mas agradeceu o apoio que recebeu de parte da sociedade e de colegas de farda. “Por trás de uma farda, existe um ser humano”, declarou.

Por meio de nota, a Polícia Militar informou que vai investigar as circunstâncias da abordagem policial.

“Eu amo minha profissão e hoje, minha maior preocupação não é se vou ser punida ou não, a minha principal preocupação é a saúde da criança, como ela está, porque ela sofreu agressões físicas e principalmente psicológicas”, declarou, negando, ainda, que tivesse aberto qualquer tipo de conta para receber dinheiro via pix para contratar advogado.

Fabíola agradeceu o apoio recebido e admitiu ter “falhado” na ocasião.

“Eu quero agradecer pelo apoio que estou recebendo da sociedade em geral, principalmente da minha família. Não sei se vou ser punida, mas se for, eu vou cumprir. Estamos sujeitos às falhas.”

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