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CASO DO BANCO MASTER

PF mira Ciro Nogueira em nova fase da Operação Compliance Zero

Investigação sobre esquema no antigo Banco Master aponta senador como destinatário de propina; STF determinou bloqueio de R$ 18,8 milhões

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Rafael Araujo

Rafael Araújo é formado em jornalismo pela Uninassau Recife. Atua como repórter e colunista de esportes no portal Tribuna Online. É também produtor do Jogo Aberto Pernambuco da Tv Tribuna PE / Band.

Última atualização


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A Polícia Federal (PF) deflagrou, nesta quinta-feira (7), a 5ª fase da Operação Compliance Zero, que investiga crimes de corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa relacionados ao Banco Master e ao empresário Daniel Vorcaro.

O senador Ciro Nogueira (PP-PI) é um dos principais alvos. Segundo apuração da CNN Brasil, o parlamentar teria utilizado o mandato em favor de Vorcaro em troca de vantagens indevidas. Por decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), Nogueira está proibido de manter contato com investigados e testemunhas.

Principais medidas judiciais:

  • Felipe Cançado Vorcaro: Primo de Daniel Vorcaro e suposto operador financeiro do esquema, foi preso temporariamente.
  • Raimundo Neto e Silva Nogueira Lima: Irmão do senador, foi alvo de buscas e cumprirá medidas cautelares, incluindo o uso de tornozeleira eletrônica e entrega de passaporte.
  • Bloqueio de Bens: A Justiça determinou o congelamento de R$ 18,85 milhões em ativos dos envolvidos.

Ao todo,  segundo a Polícia Federal, são cumpridos, no dia de hoje, 10 mandados de busca e apreensão nos estado do Piauí, Minas Gerais, São Paulo e Distrito Federal. A operação ocorre em um momento onde a defesa de Daniel Vorcaro, preso em Brasília, negocia um acordo de delação premiada com a PGR e a PF.

NOTA DA PF

A Polícia Federal deflagrou, nesta quinta feira (7/5), a 5ª fase da Operação Compliance Zero, com o objetivo de aprofundar investigações sobre um esquema de corrupção, de lavagem de dinheiro, de organização criminosa e crimes contra o Sistema Financeiro Nacional. Policiais federais cumprem dez mandados de busca e apreensão e um mandado de prisão temporária, expedidos pelo Supremo Tribunal Federal, nos estados do Piauí, de São Paulo, de Minas Gerais e no Distrito Federal. A decisão judicial autorizou, ainda, o bloqueio de bens, de direitos e de valores no valor de R$ 18,85 milhões.

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