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Polícia

PF realiza extradição de recifense que estava foragido em Portugal

O homem foi condenado a 20 anos de prisão por homicídio e tráfico de drogas

O suspeito era procurado pela Interpol pelo crime cometido no Recife e foi preso no dia 4 de janeiro deste ano

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A Policia Federal em Pernambuco, através de sua representação regional da Interpol, promoveu a extradição de um fugitivo brasileiro, condenado no Brasil a 20 anos de prisão por homicídio e tráfico de drogas. O suspeito é nadador, natural de Recife/PE e tem 28 anos. 

Ele foi trazido de Portugal e escoltado por policiais federais que o conduziram até o IML- Instituto de Medicina Legal para fazer exame de corpo de delito e em seguida foi encaminhado para o COTEL- Centro de Observação e Triagem Professor Everardo Luna onde ficará à disposição da 4ª Vara do Tribunal do Júri de Pernambuco.

O suspeito era procurado pela Interpol pelo crime cometido no Recife e foi preso no dia 4 de janeiro deste ano pelos agentes do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) de Portugal após trocas de informações com a Polícia Federal brasileira. 

Apesar de ser preso em Lisboa-Portugal, o fugitivo vivia em Peniche, município do distrito de Leiria, região central de Portugal. Ele estava desde 2018 no país, em situação ilegal e morava com a namorada, chegando a trabalhar como salva-vidas no Algarve (região de praia).

O caso

O suspeito foi condenado pela morte de um integrante da mesma quadrilha (Arnaldo Cesar Nascimento da Silva) no bairro São José-Recife/PE no dia 1º de março de 2018. Ele fugiu do Brasil, logo após saber que seria preso preventivamente e era o motorista que levou outros acusados até a casa da vítima, o qual foi raptado, assassinado a tiros e teve o corpo jogado no Rio Beberibe.

O cadáver foi localizado três dias depois do crime, já em estado de decomposição. O crime teria sido motivado por vingança, já que a vítima teria roubado 19 kg de skunk — também conhecido como supermaconha — e R$ 10 mil do grupo.

Todos os integrantes da quadrilha responderam pelo homicídio em processo da 4ª Vara do Tribunal do Júri de Pernambuco e também por tráfico de drogas na 9ª Vara Criminal do Recife.

A prisão preventiva foi decretada em 4/09/2018, depois de ele ser sentenciado a 20 anos de prisão pelo assassinato, em primeira instância. Após recursos, o pedido de prisão foi mantido e ele se manteve foragido. 

Seu nome foi colocado na lista vermelha da Interpol em 09/08/2022 após pedido da Justiça pernambucana, quando passou a ser procurado nos 190 países que compõem a Organização Internacional de Polícia Criminal – OIP.

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