O candidato a governador Helder Salomão (PT) foi ontem o primeiro participante da série de sabatinas promovida pela TV Tribuna/Band. Além dos temas relacionados ao plano de governo, respondeu questões políticas.
Clique aqui e receba em primeira mão as notícias da Coluna Plenário
A coluna perguntou se o desgaste da campanha de Lula à Presidência, em meio às questões envolvendo ministros do STF, poderia atingir sua candidatura no Espírito Santo.
Helder disse não temer a possibilidade. “O capixaba conhece minha trajetória, sou homem de vida limpa”. O petista defendeu investigação rigorosa nos casos do Banco Master, do INSS e no Estado, da Apex, e foi enfático: “Quem se envolveu, seja político, ministro, que responda. Ninguém está acima da lei”.
Helder também disse que não passa “a mão na cabeça de ninguém” e fez um alerta sobre o patrimônio de políticos:
“Quando vê alguém que está na política ficando rico, desconfie. E se alguém tem um crescimento do patrimônio exponencial, duvide do mesmo jeito”, ponderou o petista.
Eleitor capixaba e o PT
Helder também respondeu ao fato de nas últimas eleições ao governo e principais prefeituras, além da Presidência, o eleitor capixaba preterir os candidatos do PT.
Leia Mais: “Não se enganem, a federal de Arnaldinho é a Manu”, diz prefeito
“Não estou sentindo toda essa resistência ao PT. A campanha está crescendo nas ruas. Ninguém pode ser candidato sem ter partido, e toda sigla tem seus problemas. Quando tem partido que porventura tenha se envolvido em algo que mereça investigação, vou defender que essa investigação aconteça”.
Apoio para Casagrande
O petista explicou o apoio da federação PT, PV e PCdoB a Casagrande (PSB) como 2ª opção ao Senado.
“Temos Contarato (PT), que busca a reeleição, e a federação recomendou o voto no ex-governador. Estamos fazendo a construção de maneira transparente. Quero ver como os adversários vão explicar suas alianças”, citando a aproximação de Lorenzo Pazolini (Rep) com Magno Malta (PL), a quem classificou como “o político mais rejeitado do Estado”.
Posição sobre alianças
O candidato também ponderou que caso eleito, terá “liberdade para compor uma aliança e um governo” com quem estiver disposto a construir um novo ciclo no Espírito Santo.
Ele lembrou que foi eleito prefeito de Cariacica com quatro partidos e governou com 11.
Segundo ele, já existem “acenos” do PSB, que também tem feito movimentos de apoio ao senador Contarato (PT), além de uma manifestação de Casagrande de apoio a Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Como ficaria 2º turno?
Helder Salomão disse que não está pensando em eventuais alianças para um 2º turno. “Penso somente em chegar lá”.
O petista, no entanto, sinalizou disposição para conversar com outras forças políticas após a eleição. “Estou aberto”.
O candidato de Lula no Espírito Santo afirmou ainda que, se eleito governador, pretende buscar “equilíbrio e diálogo” e reunir forças que não integram sua aliança para discutir o próximo ciclo do Estado.
Críticas a governo, mas também reconhecimento
O petista aproveitou o espaço de 30 minutos da sabatina para deixar alguns recados. Afirmou que não acha que “agora é o futuro” — parafraseando o nome da coligação liderada por Ricardo Ferraço (MDB) —, pois, segundo ele, há “pessoas esperando três horas dentro de um ônibus”, por exemplo.
Entretanto, fez questão de registrar:
“Tivemos dois governadores em 24 anos, cada um cumpriu seu papel. O Estado avançou sim nesses últimos anos, e quero preservar todas essas conquistas”, destacou o candidato do PT.
Caminhada de Domingo
Ex-prefeito de Vitória Luciano Rezende (Cidadania) esteve na caminhada que Ricardo Ferraço (MDB) e Renato Casagrande (PSB) fizeram na avenida Dante Michellini, em Vitória.
“Lembrar que o Espírito Santo é exemplo no País e temos que continuar nesse caminho. Ricardo está super preparado. Fui prefeito em Vitória com apoio dele e Casagrande”.
Caminhada de Domingo II
Ao lado de Luciano, Ricardo destacou:
“Fizemos muito por Vitória, mas gostaríamos de ter feito muito mais, se não fosse a prefeitura colocar interesse político acima da população”.
Prestação de contas
Candidato ao governo Lorenzo Pazolini (Rep), durante carreata ao lado da candidata a vice Bispa Eliane (PL), declarou que “Vitória zerou a fila de especialidades, tirando 180 mil capixabas que estavam na fila do SUS há quatro, cinco anos. Acabamos com essa fila em um ano de gestão. Única capital do Brasil a fazer isso”, destacou o republicano.