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Polícia

Aracruz: amigos e familiares prestam homenagem à professora vítima de atentado

Flávia Amboss foi baleada na perna durante o atentado às escolas de Aracruz

Aracruz: amigos e familiares prestam homenagem à professora vítima de atentado
- A professora Flavia Amboss, de 38 anos, estava internada no Hospital Estadual Dr. Jayme Santos Neves, na Serra

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A quarta vítima do atentado a duas escolas de Aracruz, que aconteceu na manhã de sexta-feira (25), vai ser velada e enterrada neste domingo (27), no Jardim da Paz, na Serra. O velório começou às 8h30, mas a previsão é que o enterro aconteça às 15 horas.

Flávia Amboss Merçon Leonardo, de 38 anos, que foi baleada na perna, teve a morte confirmada às 16 horas deste sábado (26), no Hospital Estadual Dr. Jayme dos Santos Neves, na Serra, onde estava internada.

Logo após o atentado, a professora foi atendida, no local do ataque, pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu 192) e transferida para o Dr. Jayme, mas não resistiu aos ferimentos. Outras três pessoas morreram, sendo duas professoras e uma criança de 12 anos. Além delas, outras 12 ficaram feridas.

Flávia dava aula na Escola Estadual de Ensino Fundamental e Médio (EEFM) Primo Bitti e também era coordenadora estadual do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB). Em entrevista ao Jornal A Tribuna, o líder movimento dos atingidos pela barragem, Weider Rosa, falou um pouco sobre a amiga.

 
















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De acordo com ele, todos estão muito chocados com a forma que Flávia foi morta. “Para a gente é algo inacreditável. Porque a gente imagina que as pessoas podem partir da vida de várias formas, mas desse jeito nunca. Um atentado desse tipo”, lamentou Weider.

O líder do MAB ainda contou que a amiga era muito responsável, ética, correta e muito dedicada ao trabalho.

“Ela também estudava muito. Tinha acabado de fazer o doutorado que é sobre o tema dos atingidos (pelo rompimento das barragens). Então, ela era uma pessoa muito dedicada a estudar, a dar uma contribuição para toda essa situação que a gente vive do Rio Doce e de outros crimes ambientais também”, explicou.

A professora era Formada em Ciências Sociais e mestra em Ciências Sociais pela Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes). Ela também era doutora em antropologia pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). No total, foram 10 anos de sua vida dedicados à vida acadêmica.

Flávia morou em Regência, Linhares, até 2020, quando decidiu se mudar para Jacaraípe para ficar mais perto dos familiares. 

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