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Polícia

Artefato explosivo é destruído pelo Esquadrão Antibombas em Muniz Freire

Desde a criação da Cioe, em maio, 17 artefatos explosivos foram destruídos no Estado

Artefato explosivo é destruído pelo Esquadrão Antibombas em Muniz Freire
- Após a detonação, a equipe identificou características que reforçaram o potencial de perigo do material
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Fernanda Coutinho

Fernanda Coutinho é jornalista formada pela Universidade Federal do Espírito Santo (UFES), em 2007, e tem aproximadamente 20 anos de experiência na profissão. É repórter multimídia das editorias de Cidades e Polícia do Jornal A Tribuna, com reportagens também publicadas no portal Tribuna On-line. Escreve reportagens especiais semanais para a editoria de Polícia do Jornal A Tribuna. Tem experiências com apresentações de podcasts e videocasts, além da participação ao vivo em telejornais da TV Tribuna, em colaboração com apresentadores, em casos de repercussão. Na função de redatora, atuou por 9 anos em editorias como Polícia, Cidades, Economia e Política do jornal impresso.

Última atualização

Um artefato explosivo improvisado foi destruído pelo Esquadrão Antibombas da Companhia Independente de Operações Especiais e Combate ao Crime Organizado (Cioe) da Polícia Militar, nesta quarta-feira (12), na localidade de Assunção, em Muniz Freire, na região do Caparaó.

A equipe foi acionada pelo 14º Batalhão da Polícia Militar (PM) após o material ser localizado.

O objeto tinha formato cilíndrico, cerca de 5 centímetros de diâmetro e 20 centímetros de altura. Segundo a Polícia Militar, apresentava um sistema de acionamento pirotécnico semelhante ao utilizado em fogos de artifício e trazia a inscrição “TNT”.

Diante do risco, os policiais especializados realizaram o desmantelamento e a destruição controlada do artefato com o uso de uma contracarga. Após a detonação, a equipe identificou características que reforçaram o potencial de perigo do material.

Houve forte odor de pólvora, grande quantidade de fumaça e uma explosão com dimensões superiores às inicialmente previstas. Para a PM, os fatores indicam que o artefato poderia provocar lesões e danos caso fosse manuseado ou detonado de maneira não controlada.

Explosivo em Muniz Freire e balanço da Cioe

A ocorrência em Muniz Freire aconteceu após a Cioe divulgar um balanço de sua atuação com explosivos no Estado.

Desde a criação da companhia, em 6 de maio, já haviam sido atendidas 10 ocorrências envolvendo explosivos e apreendidas 11 granadas, sendo seis improvisadas e cinco manufaturadas.

Com a destruição do artefato de Muniz Freire e dos cinco explosivos neutralizados em Aracruz também nesta quarta-feira, a Cioe chega a 17 artefatos explosivos destruídos ou neutralizados desde sua criação, considerando os registros divulgados pela corporação.

Em Aracruz, os cinco objetos tinham características semelhantes às encontradas em Muniz Freire e também foram destruídos com contracarga.

Atuação do Esquadrão Antibombas e orientação à população

A Cioe é comandada pelo major Schenerocke e conta com equipes especializadas para ocorrências de maior complexidade.

O trabalho do Esquadrão Antibombas inclui a avaliação, isolamento, retirada e destruição controlada de materiais que possam representar risco à população e aos próprios policiais.

A orientação da Polícia Militar é para que a população não tente tocar, transportar, abrir ou desmontar objetos com características de explosivos.

Em caso de localização de um material suspeito, a recomendação é manter distância, afastar outras pessoas e acionar a PM pelo 190.

“Não mexa, não toque, não remova: com explosivo só se erra uma vez”

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