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BARREIROS

Ataque em Barreiros: depoimentos revelam choque de versões entre famílias e escola

Vítimas negam bullying e relatam pânico em corredor; avó do agressor e direção divergem sobre alertas prévios

Ataque em Barreiros: depoimentos revelam choque de versões entre famílias e escola
- Diretor da escola nega ter tomado conhecimento de prática de bullyng contra jovem agressor
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Aline Moura

Aline Moura é formada pela UFPE, trabalhou como repórter de Política, Editora Assistente de Produção de Política e repórter especial do Diario de Pernambuco, num período de 15 anos, onde atuou em todas as áreas, exceto esportes. Também teve experiência de quatro anos como gerente de comunicação da Secretaria do Trabalho, Emprego e Qualificação de Pernambuco e voltou ao jornalismo para integrar a equipe do Portal da Tribuna Online como repórter.

Última atualização


Com colaboração da produção da TV Tribuna

A investigação sobre o ataque a facadas na Escola Estadual Cristiano Barbosa e Silva, em Barreiros, na Mata Sul de Pernambuco, avançou nesta terça-feira (17) com novos depoimentos que expõem contradições profundas. Enquanto duas das três vítimas estão prestando esclarecimentos à polícia, nesta tarde, o foco das autoridades se divide entre o estado de saúde de uma adolescente de 14 anos internada no Recife e a busca pela origem de tamanha violência.

No corredor e na sala: o relato das vítimas

Os relatos iniciais são os mesmos. O sino tocou e os alunos entraram. O estudante usou uma faca para iniciar o ataque dentro da sala de aula. Uma das jovens, ao tentar ajudar as colegas, saiu para buscar o segurança e, ao retornar, encontrou o agressor no corredor. Ela foi atingida no rosto pelo garoto.

A mãe desta estudante enviou áudios à produção relatando o abismo emocional após o crime. Segundo ela, a filha não dormiu bem e “acordou escutando as vozes e os gritos”. A família nega qualquer prática de bullying contra o adolescente de 14 anos, descrevendo-o como um jovem isolado com quem as vítimas mal trocavam palavras.

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A tese do bullying

O adolescente, apreendido por ato infracional análogo à tentativa de feminicídio, sustenta que era chamado de “feio e horrível”. A avó do jovem reforçou a narrativa de isolamento, afirmando que o neto vivia em uma “bolha” e que a família buscou a escola diversas vezes para pedir socorro.

Contudo, o diretor da unidade, José Ribeiro, nega a existência de registros ou queixas de perseguição. Segundo a gestão, os envolvidos eram considerados bons alunos e nunca apresentaram problemas de indisciplina.

“Eeu já tenho mais de 15 anos de gestão escolare nunca aconteceu uma coisa dessa na escola porque, quando eu era aluno, passei por diversas situações e eu faço de tudo para que na escola da qualsou diretor não aconteça isso. E assim, a convivência era normal. Foi uma surpresa muito grande”, disse José Ribeiro.

A Secretaria de Educação de Pernambuco reiterou, em nota, que a escola promove políticas de “bullying zero” e que as aulas seguem suspensas.

Monitoramento no Hospital da Restauração

No Recife, a terceira vítima permanece internada. O Hospital da Restauração (HR) informou que o quadro de saúde da paciente é estável. Ela está consciente e orientada. Segundo informações em reserva obtidas com pessoas de Barreiros, a menina, que está internada, negou ter feito qualquer mal ao adolescente.

A principal preocupação médica e familiar é neurológica. A jovem sente formigamentos nas pernas desde o momento do ataque. Há a suspeita de que uma das quatro perfurações nas costas tenha atingido a coluna vertebral. Exames complementares estão sendo realizados para avaliar a extensão dos danos nervosos.

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