Um bebê de dois meses de vida ficou gravemente ferido após ser atingido na cabeça enquanto a mãe era agredida pelo padrasto no bairro Nova Carapina II, na Serra, na noite desta quinta-feira (28). Segundo informações da TV Tribuna/Band, o bebê sofreu afundamento de crânio e hemorragia em decorrência das agressões.
De acordo com o relato da mãe, uma mulher de 21 anos, ela estaria na residência da família com o filho no colo, quando uma discussão entre ela e o companheiro teria se iniciado. Em um determinado momento, o homem teria passado a agredi-lá com chutes e socos, e um dos golpes teria acerto o bebê e a outra filha do casal, de 1 ano e 6 meses.
Segundo a Polícia Militar, o bebê chegou a perder a consciência momentaneamente, necessitando de atendimento médico emergencial no local.
A investigação revelou que o casal também possui um outro filho, de sete anos, que permanece sob os cuidados da avó paterna desde pequeno, situação com a qual a mãe afirmou aos policiais que concordava e teria autorizado a permanência do filho com a sogra.
A mulher relatou ainda que, após as agressões do companheiro, os sogros dela também teriam passado a agredi-la fisicamente, e que familiares do companheiro teriam facilitado a fuga dele do local. Além disso, os familiares teriam retirado a filha de 1 ano e 6 meses de perto dela.
Populares teriam intervido para retirá-la e protegê-la, enquanto o companheiro tentava novamente se aproximar. A vítima afirmou, ainda, ter sido culpabilizada pelos familiares do companheiro pelo ocorrido com o bebê.
Bebê é socorrido em estado grave
Após as agressões, o bebê foi levado pela mãe até o Pronto Atendimento do Hospital Estadual Infantil Nossa Senhora da Glória (HEINSG), em Vitória. Ainda de acordo com informações da emissora, a vítima está internada na UTI, com um quadro de saúde descrito como grave.
O padrasto da criança teria fugido após o ocorrido e, até o momento, não foi encontrado.
Histórico de agressões e investigação
A mãe da criança relatou aos policiais histórico de agressões por parte do companheiro, inclusive medida protetiva de urgência concedida em 2025 e posteriormente revogada a seu pedido, além de relatar ameaças relacionadas à moradia por parte da sogra.
Diante do novo episódio, ela manifestou temor por sua segurança e pela dos filhos, e solicitou a adoção de novas medidas protetivas de urgência em seu favor e do bebê, além de providências para resguardar a integridade da outra filha do casal.
A Polícia Civil informou que a ocorrência foi encaminhada à 1ª Delegacia Regional de Vitória para as providências cabíveis. A vítima manifestou interesse em solicitar medidas protetivas de urgência para si e para os dois filhos. O caso seguirá sob investigação e até o momento nenhum suspeito foi detido.