Um casal foi preso suspeito de matar o advogado Freddy Francis Rangel Mariano, de 46 anos, em Guarapari. Segundo a DHPP, os dois confessaram o crime e afirmaram que a motivação estaria relacionada a um suposto assédio cometido pela vítima contra a mulher do investigado.
O corpo do advogado foi encontrado na localidade de Jaboticaba, em Guarapari, na manhã de segunda-feira (18). O delegado Franco Malini, responsável pelas investigações, disse que a vítima atuava como advogada do suspeito em uma ação de divórcio e havia ido até a residência do casal para tratar de questões ligadas ao processo.
De acordo com o delegado, durante o encontro os envolvidos consumiram bebida alcoólica e, possivelmente, drogas. Em determinado momento, teria ocorrido o suposto assédio, dando início a uma discussão dentro da residência.
“Em dado momento, a vítima teria assediado a autora, que é a mulher de um dos autores. Isso gerou um desentendimento entre eles, resultando na facada que matou a vítima”, afirmou o delegado.
Segundo os depoimentos prestados à polícia, os dois suspeitos participaram diretamente das agressões. O corpo do advogado foi colocado no carro do investigado e levado até Jaboticaba, onde foi abandonado às margens da estrada.
“Segundo o depoimento dos autores, ambos efetuaram facadas”, disse Malini.
Como a polícia chegou aos suspeitos e o que ainda falta esclarecer
A Polícia Civil informou que chegou aos suspeitos após identificar o veículo utilizado para transportar o corpo da vítima. O carro foi localizado no bairro Setiba, em frente a um bar.
Os policiais passaram a monitorar o casal, que permaneceu no estabelecimento consumindo bebida alcoólica por mais de quatro horas. A prisão aconteceu no fim da tarde de terça-feira (19), quando um dos suspeitos deixou o local e seguiu até a residência onde mora.
“A equipe ficou em campana observando os autores até que eles entrassem no carro. Quando o autor chegou em casa, foi abordado pela equipe policial”, explicou o delegado.
Apesar da confissão, a Polícia Civil informou que as investigações continuam para esclarecer detalhes da dinâmica do homicídio. A principal inconsistência, segundo a corporação, está na ausência de vestígios aparentes de sangue na casa onde o crime teria ocorrido.
De acordo com a polícia, os suspeitos afirmaram ter limpado o local utilizando água sanitária. Uma perícia com uso de luminol será realizada na residência e no veículo usado para transportar o corpo.
“A motivação está clara para a investigação, mas ainda precisamos esclarecer alguns pontos da dinâmica do crime”, destacou o delegado Franco Malini.