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Por determinação do delegado Romel Pio de Abreu Júnior, da Delegacia de Divisões Penais e Outras (Dipo) de Linhares, o pastor George Alves, pai do menino Joaquim Alves Salles, de 3 anos, e padrasto de Kauã Salles Burkovsky, de 6 anos, mortos durante um incêndio ocorrido no último sábado, esteve na manhã de ontem, no Serviço Médico Legal (SML), no centro da cidade, onde foi submetido a um exame de corpo de delito.
O exame seria realizado na noite da última terça feira, logo após o pastor prestar depoimento à Polícia Civil. Entretanto, o SML estava fechado e o exame só foi realizado ontem, pela manhã.
O objetivo é anexar o laudo ao inquérito e comprovar as lesões nos pés e mãos do pastor que teriam se queimado ao tentar salvar as crianças, durante o incêndio.
Já a mãe dos meninos, a pastora evangélica Juliana Salles, também esteve na delegacia ontem, por duas vezes. Pela manhã, ela prestou depoimentos por cerca de 4 horas ao delegado Romel Júnior.
À tarde, ela e o marido, acompanhados por um casal de amigos, retornaram à delegacia e ficaram por mais uma hora e meia no local. Eles saíram sem falar com a imprensa.
Os pastores também decidiram permanecer no município. A informação é do pastor Abisai Junior, amigo da família. “Nós somos amigos do ministério. Vim para Linhares para dar suporte aos dois em questões de locomoção, casa…”, disse ele.
O pastor Abisai cogitou levar George e Juliana para Conceição da Barra, cidade localizada a quase 120 quilômetros de Linhares, onde ele mora. “Queria levá-los para lá. O delegado chegou a dizer que não havia problema, mas o que poderia acontecer é que os dois poderiam ser chamados a depor novamente. Por causa disso, eles mesmos optaram não sair de Linhares”, disse.
Testemunhas
No final da tarde de ontem, foi a vez de duas testemunhas prestarem depoimentos. Foram ouvidas as duas pessoas que tentaram ajudar o pastor no momento em que ele pediu socorro na rua. O conteúdo dos depoimentos não foi divulgado.
Por nota, a Polícia Civil disse que está em diligências e utilizando todos os materiais e procedimentos necessários para apurar o fato. “Demais informações não serão passadas para não atrapalhar as investigações”, finaliza a nota.