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Caso Kauã e Joaquim

Tragédia em Linhares: Pastor depõe por 4 horas sobre morte de crianças

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Tragédia em Linhares: Pastor depõe por 4 horas sobre morte de crianças
- Pastor (de branco) chega à delegacia para prestar depoimento sobre a morte do filho e do enteado. Foto: Wilton Junior

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O pastor George Alves, da Igreja Batista Vida e Paz do bairro Interlagos, em Linhares, prestou depoimento durante 4h15 à Polícia Civil na tarde desta terça-feira (24). Ele falou sobre o incêndio que matou o filho dele, Joaquim Alves Salles, 3, e o enteado, Kauã Salles Burkovsky, de 6 anos.

A tragédia foi na madrugada do último sábado. Os dois meninos morreram carbonizados no quarto onde dormiam. O pai estava sozinho em casa com os dois filhos. A mulher estava viajando para um congresso em Minas Gerais.

O pastor chegou à 16ª Delegacia Regional de Linhares por volta das 15 horas em um carro descaracterizado da polícia. Ele foi para o segundo pavimento onde prestou depoimento ao delegado Romel Pio de Abreu Junior, da Delegacia de Divisões Penais e Outras, e à delegada Suzana Garcia, titular da Delegacia da Mulher.

Assim que terminou o depoimento, às 19h15, o pastor saiu acompanhado por um casal de amigos, além da mulher, a pastora Juliana Salles. Ele entrou no carro particular do delegado Romel Junior e seguiu para o Serviço Médico Legal (SML) de Linhares para fazer exames. O casal de amigos e a mulher foram em outro carro.

Antes, na recepção da delegacia, enquanto aguardava o marido prestar depoimento, a pastora informou que não houve nenhum tipo de alteração na rede elétrica da casa desde que o casal e os filhos se mudaram, há cerca de um mês.

Segundo ela, eles tiveram que mudar o ar-condicionado do quarto das crianças, colocando no local o aparelho que funcionava no quarto do casal da antiga residência. Ela disse que o aparelho que estava na casa recém-alugada gelava muito e por isso decidiram substituí-lo.

Um amigo do casal, que também estava na recepção da delegacia, contou que a pedido do delegado Romel Junior, levou até a sala do policial a babá eletrônica que estava no quarto do pastor. Por esse aparelho, o pastor teria ouvido os gritos das crianças durante o incêndio.

O rapaz disse que a polícia busca informação sobre o que o pastor falou à imprensa, ao afirmar que acordou e a casa já estava sem energia. “A polícia estaria investigando se esse aparelho funciona a bateria, se tem uma memória de arquivo, quando e em que momento o aparelho acionou e despertou o pastor”, disse o amigo de George.

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