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Polícia

Chefe de facção que matou membros da mesma família dava ordens do presídio

Seis integrantes da organização foram presos durante operação deflagrada nesta terça-feira (07)

Chefe de facção que matou membros da mesma família dava ordens do presídio
- Hélio da Silva Souza, Jean de Castro Souza, Ruan Carlos da Silva Ribeiro e Carlos Daniel Rocha dos Santos foram mortos em Cariacica
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Layna Cruz

Jornalista formada pela Universidade Federal do Espírito Santo, é repórter multimídia no jornal A Tribuna e portal Tribuna Online. Já atuou no Tribunal de Justiça do Espírito Santo e no Senac-ES. Curiosa sobre tudo o que envolve comunicação e jornalismo, possui experiência nas áreas de assessoria de imprensa, comunicação institucional, cobertura de eventos, mídias sociais, fotografia e produção de vídeos e podcasts.

Última atualização

Seis pessoas foram presas nesta terça-feira (07) por integrarem uma organização criminosa ligada ao Terceiro Comando Puro (TCP), com atuação em Flexal, Santo André e Campo Verde, em Cariacica. O grupo é investigado por tráfico de drogas, lavagem de dinheiro e homicídios. As prisões aconteceram durante a Operação Imperium, deflagrada pela Polícia Civil.



Vítimas executadas em represália e domínio pelo medo

De acordo com as investigações, a quadrilha é apontada como responsável pelas mortes de Hélio da Silva Souza, de seu filho Jean de Castro Souza, do genro de Jean, Ruan Carlos da Silva Ribeiro, e de Carlos Daniel Rocha dos Santos, amigo da família. As vítimas, consideradas inocentes pela polícia, foram assassinadas em Flexal II, em represália, numa tentativa da facção de impor domínio a moradores da região pelo medo.

O chefe do Departamento Especializado de Homicídios e Proteção à Pessoa (DEHPP), delegado Luiz Gustavo Ximenes, afirmou que a operação teve como foco desarticular o grupo responsável pelos crimes e pelo terror imposto a moradores.

“Os envolvidos nesse quadro por homicídio que ocorreu em Cariacica, que é, na verdade, um narcocídio, envolvendo o tráfico de drogas, envolvendo homicídio. Então, essa organização criminosa ela vinha impondo o terror a moradores ali da região de Flexal II. A gente, através do Serviço de Inteligência, deflagrou essa operação justamente para desarticular essa organização criminosa que vinha praticando essas condutas”



As apurações também apontam que Adair Fernandes da Silva, conhecido como “Dadá”, preso há dois anos e apontado como líder do grupo, comandava a facção de dentro da Penitenciária de Segurança Máxima de Viana.

As ordens eram repassadas por “catuques” — pequenos bilhetes usados para transmitir mensagens de dentro dos presídios para comparsas em liberdade — entregues por Adair a familiares durante visitas. 




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