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O acidente que matou seis pessoas da mesma família em Sooretama, no Norte do Estado, após o carro em que estavam pai, mãe e os quatro filhos de 12, 8, 4 e 1 ano e 4 meses bater de frente com um caminhão de carga, foi agravado pelo cilindro de gás do veículo, segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF).
“Possivelmente, estando de cinto, sendo os passageiros do banco de trás transportados de maneira adequada, não tivesse o cilindro, a gravidade seria bem menor. É claro, é uma suposição nossa. Nós estivemos no local do acidente, vimos toda a cena. As perícias ainda serão concluídas. Mas o cilindro potencializou a gravidade”, afirma o inspetor Wyllis Lyra, da PRF.
O acidente ocorreu domingo (15), às 6h18, no km 119, da BR-101. O carro, um Vectra, que tinha placas de Macaé (RJ), entrou na contramão e atingiu um caminhão de frente. Uma câmera, instalada no veículo, registrou o impacto.
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O motorista do Vectra foi identificado como Marcos Souza Santos, e a mãe das crianças, identificada como Edinalva dos Santos Costa, estava no banco da frente, ao lado do marido, ambos de 36 anos.
O cilindro de gás do veículo ainda comprimiu os irmãos que estavam no banco de trás.
Os menores foram identificados como Juan Pedro dos Santos, de 8 anos, Debora Vitoria dos Santos, de 4 anos, João Victor dos Santos, de 12, e Maria Luiza Santos, de apenas 1 ano e 4 meses, que estava na cadeirinha.
“Pela idade deles, ao menos mais um (4 anos) deveria estar em dispositivo de segurança, além da superlotação, que podemos concluir que ao menos um estava sem cinto”, disse Lyra.
Somente Maria Luiza Santos, de apenas 1 ano e 4 meses, estava na cadeirinha.
O inspetor observa que o acidente comoveu os policiais que trabalharam no resgate. Maria Luiza foi socorrida e levada para o Hospital Rio Doce, em Linhares, mas não resistiu aos ferimentos e morreu na unidade.
“Lógico que o psicológico dos servidores fica abalado, pelo tamanho da violência. Envolve crianças, traz um sentimento de impotência no agir. Mas nós buscamos sempre conscientizar a sociedade e buscamos sempre manter o nosso lado profissional”, diz Lyra.