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Um personal trainer de 24 anos viveu momentos de pânico, na madrugada de ontem, próximo a uma boate na Praia do Canto, em Vitória. Ele foi espancado por um policial militar, que usou a própria arma para dar coronhadas em sua cabeça.
De acordo com o boletim de ocorrência do caso, o acusado foi identificado como Marcos Vinicius Pires dos Santos.
Acionada pela reportagem de A Tribuna para saber o que vai acontecer com o soldado, a Polícia Militar disse que apura a conduta do acusado.
“A Polícia Militar do Espírito Santo, por meio da Corregedoria da corporação, informa que está acompanhando o caso e iniciará as apurações, no âmbito administrativo, assim que receber a documentação da Polícia Civil”, informou, por meio de nota.
Já a Polícia Civil disse que não recebeu ainda notificação, uma vez que “em casos em que não há flagrante, como este, a vítima deve registrar o fato junto à Polícia Civil, e só é possível verificar a tramitação através do boletim de ocorrência registrado pela vítima”.
Devido às agressões sofridas, a vítima precisou ser encaminhada para um hospital de Vitória, onde levou mais de quatro pontos na região da cabeça. O momento das agressões foi registrado por pessoas que estavam no local.
Segundo o rapaz, que pediu para não ser identificado, ele estava sentado com mais quatro amigos próximo de uma boate quando o agressor chegou alterado e já partiu para cima dele.
“Eu estava conversando com meus amigos quando esse policial chegou. Antes, ele estava brigando com outra pessoa e, não sei se me confundiu, logo começou a me chutar, me arrastou pelo chão, me deu coronhadas na cabeça”, contou.
Nas imagens registradas pelos populares, foi possível perceber que o suspeito estava acompanhado de um outro homem.
Antes da violência praticada, ele aparece conversando com esse homem, próximo a uma barraca de cachorro-quente, e logo em seguida começa a discutir. Em determinado momento, o policial dá um soco no homem, que corre em direção ao personal e seus amigos.
Segundos depois, o PM aparece agredindo o rapaz, dando início a uma sessão de pancadaria. Ele acabou contido pelos amigos da vítima e pelos seguranças da boate. Em seguida, ele saiu andando. O acusado não foi localizado.
“Só pedi a Deus para eu sair vivo”
Muito machucado e com dificuldades até para falar, o personal trainer agredido por um policial militar disse que sentiu medo de morrer. Ele conversou com a reportagem de A Tribuna, na manhã de ontem.
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A Tribuna: O que aconteceu?
Vítima: Eu estava conversando com meus amigos, na calçada, quando um policial chegou. Ele estava brigando com alguém e acho que me confundiu. Ele estava muito alterado.
O que ele fez?
Me arrastou pelo chão, me deu coronhadas na cabeça, me chutou, agrediu, sendo que eu não tinha nada a ver com a situação. Acabou com a minha noite, a da minha mãe, porque ela ficou preocupada.
E o que aconteceu depois das agressões?
Meus amigos tentaram contê-lo. Ele saiu andando normalmente.
Ele te deu coronhadas?
Bateu umas quatro vezes na minha cabeça. Meu colega tentou me defender e ele deu duas coronhadas na cabeça dele.
O que passou pela sua cabeça nesse momento?
Pensei em defender, pensei na minha vida e, principalmente, na minha família. Só pedi a Deus para eu sair vivo dali.
O que deseja daqui para frente?
Justiça. Que ele pague pelo que fez e nada mais.