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Polícia

Envolvido no Caso Araceli: Dante Michelini vivia recluso há anos, diz advogado

Perícia confirmou que corpo é do dono do local, Dante Brito Michelini, investigado no caso da morte da menina Araceli, em 1973

Envolvido no Caso Araceli: Dante Michelini vivia recluso há anos, diz advogado
- Policiais estiveram no local e notaram que a casa havia sido incendiada e encontraram um corpo decapitado
Foto de perfil de Francine Spinassé

Francine Spinassé

Graduada em Jornalismo pela Faculdade Estácio de Sá de Vitória, atua como repórter de A Tribuna desde 2008. Em 2011, passou a integrar a equipe responsável pelas reportagens especiais diárias do jornal, ao lado da jornalista Eliane Proscholdt.

Última atualização



O advogado que representa um dos irmãos de Dante Brito Michelini, Adir Rodrigues Silva Júnior, afirmou que Dantinho vivia há muitos anos recluso e isolado no sítio, desde a morte do pai, Dante de Barros Michelini.

Segundo ele, a família aguarda o andamento das investigações para entender o que teria motivado o crime. 

“O corpo estava em avançado estado de decomposição e sem cabeça, por isso não tem como saber ao certo. Vamos agora acompanhar as investigações para saber o que pode ter motivado o crime”.



Segundo Adir Júnior, um irmão mantinha contato com Dantinho por telefone, mas não tinha qualquer informação de que ele pudesse estar sendo ameaçado.

A equipe de reportagem da TV Tribuna/Band esteve na entrada do sítio de Dantinho e constatou que o local parecia estar abandonado, com estradas de acesso já cobertas por mato. A informação na cidade é de que ele saía de moto apenas para comprar alimentos.

Corpo achado decapitado em sítio de empresário

Um corpo sem a cabeça, carbonizado e em estado avançado de decomposição foi encontrado em um sítio em Meaípe, Guarapari, na tarde da última terça-feira (03). 

De acordo com o laudo pericial, o corpo é do dono do sítio, Dante Brito Michelini, de 75 anos, o Dantinho – investigado no caso da morte da menina Araceli, um dos crimes mais emblemáticos do País, em 1973.

Segundo a ocorrência, o corpo foi encontrado após uma funcionária do empresário não ter conseguido entrar em contato com ele desde o dia 7 de janeiro.

Ela então foi até a propriedade e viu, pelo lado de fora da casa, que as janelas tinham sido quebradas e que as paredes estavam destruídas. Por isso, acionou a polícia.

Ao chegarem, os policiais notaram que a casa havia sido incendiada e encontraram um corpo decapitado e atingido pelo fogo. Cães farejadores também atuaram na região em busca da cabeça. 

A Polícia Civil informou que o caso segue sob investigação da Divisão Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Guarapari. Nenhum suspeito foi detido e detalhes da investigação ainda não serão divulgados.

Uma das informações que circulava entre moradores da região é de que havia interesse imobiliário na propriedade, mas que Dante não aceitava deixar o local.

Envolvimento na morte de Araceli

Dante Brito Michelini foi um dos investigados no caso do desaparecimento e morte de Araceli Cabrera Crespo, de 8 anos.

Araceli foi raptada, drogada, estuprada e morta após sair da escola em 1973. O corpo foi deixado desfigurado em uma região de mata, em Vitória, dias depois.

Dantinho e o pai, o comerciante Dante de Barros Michelini, e Paulo Helal chegaram a ser condenados pelo crime, mas anos depois foram absolvidos pela Justiça.

Saiba mais 

Corpo encontrado

A polícia encontrou, na tarde da última terça-feira (04), um corpo decapitado e em avançado estado de decomposição.

O corpo estava dentro de uma residência incendiada e destruída em um sítio que pertence a Dante Brito Michelini, de 75 anos, o Dantinho. Ele foi um dos investigados pela morte da menina Araceli, morta em maio de 1973, aos 8 anos.



O laudo pericial confirmou que o corpo encontrado é de Dante Brito Michelini. Agora, a polícia investiga o autor do crime e o que teria o motivado. 

Sem contato

O corpo foi encontrado após uma funcionária não conseguir mais contato com Dante Michelini desde o dia 7 de janeiro, quando ele passou a não atender mais as suas ligações.

Ao chegar à propriedade, ela percebeu do lado de fora que as janelas estavam quebradas e as paredes destruídas. Por isso, acionou a polícia.




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