- Vitória, ES 23°C

Vitória 23°C

Publicidade: Combate os sintomas da gripe
TRAGÉDIA EM FAMÍLIA

“Estou vivo por um milagre”, diz marido de vendedora morta pela filha

O vendedor, de 32 anos, contou que a enteada e o namorado dela o agrediram com um taco de beisebol e facadas. Confira a entrevista

“Estou vivo por um milagre”, diz marido de vendedora morta pela filha
- Marido da vendedora morta pela filha disse que viveu momentos de terror quando chegou do trabalho

Última atualização

 
















|














Texto Auxiliar:
Alinhamento Texto Auxiliar:
Link Externo:
Alinhar à esquerda:
Alinhar à direita:
Alinhar ao centro:
Fullscreen:
Fullscreen Exit:
Conteúdo Sensível:
Estilo:



 

Sem conseguir segurar o choro, o marido da vendedora morta pela própria filha e pelo namorado dela de 14 anos revelou os momentos de terror que viveu desde que chegou em casa do trabalho, na noite de quinta-feira (27). 

O  vendedor, de 32 anos, contou que  a enteada e o namorado dela o agrediram com um taco de beisebol e facadas. Além disso, tentaram jogar a culpa pela morte da sua mulher, gritando para pessoas na rua.  

Emocionado, ele disse: “Estou vivo por um milagre de Deus”. 

A menina admitiu que matou mãe, uma vendedora de 38 anos, a facadas com a ajuda do namorado A mulher foi morta com facadas nas costas.

Leia também: Menina que planejou a morte da mãe: O que pode ter motivado o crime?

Carta deixada por menina de 11 anos mostra ação planejada para matar a mãe

A Tribuna Quando percebeu que havia algo errado?

Vendedor: Cheguei por volta das 19h20.  Quando fui abrir a porta percebi que tinha uma cadeira encostada. Era para fazer barulho quando eu abrisse. Achei estranho, mas não passou nada de ruim na  cabeça.

Como foi atingido?

Quando entrei,  vi marcas de  pisadas com sangue na cozinha e  um balde de água que eles estavam  usando para limpar  depois do crime. Fiquei assustado, falei “amor, aconteceu alguma coisa?”.  

Quando caminhei pelo corredor, vi minha  enteada.  Então, o rapaz já  me atingiu na cabeça com um taco de beisebol. Foi muito forte.

Como te agrediram?

Ele deu o primeiro golpe, já vieram pra cima de mim com uma faca e começaram a gritar que eu havia matado minha esposa. Não sei se era para a  vizinha ouvir.

Você conseguiu reagir?

Eu não consegui me defender dela, mas eu  fui pra cima dele. O menino estava com a força que não era de adolescente. Cheguei no portão gritando. 

O portão estava fechado?

Sim, porque  quando  chego em casa  fecho. Tentei sair para pedir socorro, mas eles jogaram a chave  fora. Gritaram para todos na rua que eu tinha matado minha mulher.

Como os vizinhos ficaram? 

Eles não sabiam o que estava acontecendo, então se revoltaram comigo. As pessoas  falavam que iam me matar. O que me salvou foi o portão estar fechado. Estou vivo por um milagre de Deus, porque se eu tivesse saído eles tinham me matado. Eu lutava pela viva dentro e fora das grades.

Sabe o que pode ter motivado isso?

Não sei. A gente se dava  bem. Soubemos  que ela estava namorando  tem três ou quatro semanas.  Tínhamos costume de ir nesses festivais  na Prainha (Vila Velha) e eles foram com a gente umas três vezes. Eu e a minha mulher  ficávamos  escutando a música e ele ficava com minha enteada nos brinquedinhos, conversando e tirando foto.  Ela  tinha  briguinhas com a mãe,  mas coisa normal. 

Sua mulher chegou a  proibir esse relacionamento? 

Não. A gente tinha conversado que era um  namorinho de criança, de ficar andando junto de mão dada. Pensamos “vamos deixando e  ver no que dá”. E  isso aconteceu.  

Mais Lidas

Ver tudo ›