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Polícia

Ex-PM é condenado a 32 anos de prisão por morte de músico em Vitória

Lucas Torrezani atirou e matou o vizinho Guilherme Rocha após uma discussão no condomínio, em abril de 2023

Ex-PM é condenado a 32 anos de prisão por morte de músico em Vitória
- Lucas torrezani durante o julgamento pela morte de Guilherme Rocha (destaque), ocorrida em 2023
Foto de perfil de Fernanda Coutinho

Fernanda Coutinho

Fernanda Coutinho é jornalista formada pela Universidade Federal do Espírito Santo (UFES), em 2007, e tem aproximadamente 20 anos de experiência na profissão. É repórter multimídia das editorias de Cidades e Polícia do Jornal A Tribuna, com reportagens também publicadas no portal Tribuna On-line. Escreve reportagens especiais semanais para a editoria de Polícia do Jornal A Tribuna. Tem experiências com apresentações de podcasts e videocasts, além da participação ao vivo em telejornais da TV Tribuna, em colaboração com apresentadores, em casos de repercussão. Na função de redatora, atuou por 9 anos em editorias como Polícia, Cidades, Economia e Política do jornal impresso.

Última atualização



O ex-policial militar Lucas Torrezani de Oliveira foi condenado a 32 anos de reclusão pelo assassinato do músico Guilherme José Rocha Soares, de 36 anos, durante uma discussão por causa de som alto em um condomínio em Jardim Camburi, Vitória.

A sentença foi lida por volta das 23h30 dessa quarta-feira (20) e Lucas foi condenado a 30 anos por homicídio qualificado por motivo fútil e recurso que dificultou a defesa da vítima e a 2 anos por abuso de autoridade.

Lucas também terá de pagar uma indenização de R$ 500 mil aos familiares da vítima.

Como foi o julgamento

Pela manhã, foi realizado o sorteio dos sete jurados: seis mulheres e um homem. A viúva do músico, Janaína Moraes, afirmou em depoimento que Lucas a impediu de socorrer Guilherme.

A segunda testemunha a falar foi a síndica do edifício. Ela relatou que já havia sido intimidada por Lucas, que estava fardado e armado, após ela ter falado com o pai do então soldado sobre as reclamações de barulhos no hall.

O interrogatório do réu durou duas horas e ocorreu à tarde. Lucas alegou que atirou no braço de Guilherme para evitar que o músico se aproximasse de sua arma e que não teve a intenção de matar. Em seguida, foi iniciada a fase dos debates, com sustentações da acusação e da defesa.

O promotor de Justiça Rodrigo Monteiro, do Ministério Público do Estado, sustentou que o crime foi um homicídio duplamente qualificado por motivo fútil e recurso que dificultou a defesa da vítima, solicitando a pena máxima, de 30 anos. “A vítima estava desarmada, o réu era policial militar treinado, eram três pessoas lá, então a gente entende que as duas qualificadoras estão presentes”.

Já Charles Bonelli Gonçalves, advogado de defesa, disse ter certeza de que a conduta do réu não foi dolosa, ou seja, não houve a intenção de matar.

Entenda o caso

O crime ocorreu em 17 de abril de 2023. O ex-soldado estava com amigos perto do hall onde ele e o músico moravam.

Uma câmera de segurança registrou quando Guilherme abre a porta do hall e pede para que eles abaixem o som. O ex-PM saca a arma e agride Guilherme no rosto. O músico reage e o policial atira.

A vítima ainda corre em direção à porta, na tentativa de pedir socorro, mas não resiste aos ferimentos e cai. Lucas foi demitido da Polícia Militar em 2024.

O que diz a defesa

“Nós já pedimos que constasse na própria ata do julgamento o recurso, o desejo da defesa de recorrer da decisão e a gente deve recorrer da decisão em razão de entender que a decisão dos jurados foi manifestamente contrária à prova dos autos”, afirmou a defesa do réu à reportagem.





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