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Polícia

Fraude em farmácias com “entrega de remédios” até para mortos

Suspeitos usavam receitas médicas e carimbos falsos para simular a venda e obter reembolso do programa do governo federal

Fraude em farmácias com “entrega de remédios” até para mortos
- Policial Federal durante o cumprimento de mandado em uma farmácia do Programa Farmácia Popular
Foto de perfil de Fernanda Coutinho

Fernanda Coutinho

Fernanda Coutinho é jornalista formada pela Universidade Federal do Espírito Santo (UFES), em 2007, e tem aproximadamente 20 anos de experiência na profissão. É repórter multimídia das editorias de Cidades e Polícia do Jornal A Tribuna, com reportagens também publicadas no portal Tribuna On-line. Escreve reportagens especiais semanais para a editoria de Polícia do Jornal A Tribuna. Tem experiências com apresentações de podcasts e videocasts, além da participação ao vivo em telejornais da TV Tribuna, em colaboração com apresentadores, em casos de repercussão. Na função de redatora, atuou por 9 anos em editorias como Polícia, Cidades, Economia e Política do jornal impresso.

Última atualização


A Polícia Federal deflagrou na quinta-feira (16), em Guarapari, a Operação Receita Fantasma, após identificar o uso de receitas médicas falsificadas, dados de pessoas mortas e até registros de profissionais de outros estados para cometer fraudes no Programa Farmácia Popular do Brasil.

A Operação cumpriu dois mandados de busca e apreensão em duas farmácias, além do sequestro e bloqueio de bens no valor de R$ 1.595.639,88.

Os levantamentos apontam, segundo a Polícia Federal, fortes indícios do uso reiterado de carimbos e receitas médicas falsas, a utilização de registros profissionais de outros estados e até mesmo o lançamento de entrega de medicamentos em nome de pessoas mortas, “evidenciando a existência de um esquema voltado à apropriação indevida de recursos públicos”.

Na ação de ontem, equipes da Polícia Federal cumpriram as medidas de busca e apreensão em endereços vinculados aos investigados.

Durante o cumprimento das buscas, além de aparelhos eletrônicos, os policiais também apreenderam receitas médicas em branco ou pré-preenchidas, todas com indício de falsidade ideológica.

A investigação teve início a partir de informações encaminhadas pelo Ministério da Saúde, que identificou liberações de medicamentos não reconhecidos por cidadãos e o uso indevido de dados pessoais de terceiros para obtenção de ressarcimentos indevidos.

Os materiais apreendidos serão submetidos à perícia criminal federal, com o objetivo de determinar o alcance das irregularidades e identificar todos os envolvidos.

Os fatos apurados configuram, em tese, os crimes de estelionato majorado contra entidade pública (Ministério da Saúde); inserção de dados falsos em sistema de informações; e falsidade ideológica.

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