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ROUBO DE LUXO

Gangue do Rolex: três suspeitos presos no Grande Recife

Integrantes foram presos na Operação Pulso Firme e são apontados por ataques a vítimas em áreas nobres do Recife e Olinda

Gangue do Rolex: três suspeitos presos no Grande Recife
- Quadrilha era especializada e planejava todas as ações, incluindo as abordagens
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Edilson Vieira

Formado em jornalismo pela Universidade Católica de Pernambuco, com pós-graduação em Ciência Política pela mesma instituição. Trabalhou com marketing político. Atuou como repórter, produtor, e editor de texto de TV, e ainda como assessor e gerente de comunicação em assessorias de imprensa de empresas públicas. Foi repórter e colunista no Sistema Jornal do Commercio de Comunicação por 11 anos, nas editorias de Veículos e Economia. Está no Portal Tribuna Online PE desde julho de 2023.

Última atualização


Três suspeitos de integrar a chamada “Gangue do Rolex”, grupo criminoso especializado no roubo de relógios de alto padrão, foram presos na última terça-feira (7) no Grande Recife. Os detalhes da Operação Pulso Firme foram divulgados pela Polícia Civil nesta quarta-feira (8).

A quadrilha também é apontada como responsável por uma tentativa de assalto que terminou com um empresário baleado em frente a um supermercado no bairro de Casa Forte, na Zona Norte da capital pernambucana.

Como a quadrilha agia, segundo a investigação

As investigações começaram em janeiro deste ano, após a prisão de dois suspeitos envolvidos em um roubo em Boa Viagem, na Zona Sul do Recife. Entre os detidos na ocasião estava o apontado como líder do esquema.

Segundo as autoridades, ele tinha um olhar treinado para reconhecer os relógios e atuava como olheiro, monitorando áreas nobres em tempo real. Ao identificar as vítimas — geralmente ocupantes de carros de luxo —, ele acionava um comparsa para a execução armada.

De acordo com a apuração, quando o veículo era blindado, a orientação era esperar o desembarque do motorista para anunciar o assalto. A dinâmica, ainda segundo a polícia, buscava reduzir obstáculos na abordagem e facilitar a subtração.

Mandados, base em Olinda e próximos passos

Durante a operação deflagrada nesta semana, foram cumpridos três mandados de prisão e um de busca e apreensão. As buscas se concentraram em um imóvel no bairro de Caixa D’Água, em Olinda, apontado como base de apoio logístico.

De acordo com o delegado João Paulo de Andrade, titular da Delegacia de Roubos e Furtos, o local era usado para revezamento de criminosos. A cada assalto, novas duplas vinham do estado de São Paulo para executar os roubos e retornavam em seguida.


Para despistar as investigações, a quadrilha teria adotado táticas de ocultação após as ações. Depois das subtrações de relógios, com valores entre R$ 60 mil e R$ 110 mil, motocicletas adulteradas e armas de fogo eram guardadas, segundo a polícia.

Os investigadores também apreenderam cupons fiscais que indicariam a compra frequente de capacetes, substituídos a cada ação para dificultar o reconhecimento por testemunhas e câmeras. Com a desarticulação do núcleo operacional e logístico, a Polícia Civil afirmou que as investigações continuam para mapear a rede de receptadores, que pode envolver pessoas fora de Pernambuco.

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