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Jovem escondia o rosto nas aulas, dizem colegas

Colegas também revelaram que ele sempre vestia casacos pretos e não aparentava ter amigos na sala

Jovem escondia o rosto nas aulas, dizem colegas
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Na escola particular onde o jovem H.L.T. estudava, em Jardim Camburi, estudantes que frequentavam a mesma turma contaram que ele agia de forma estranha. Segundo eles, o jovem pouco falava e não mostrava seu rosto.

 Eles contaram que o jovem sempre passou todo o tempo em sala de aula com os cabelos longos cobrindo o rosto e pelos cantos. 

Também revelaram que ele sempre vestia casacos pretos e não aparentava ter amigos na sala. Em algumas ocasiões, reparavam que o irmão, que estuda em outro ano da escola, ia no lugar dele. 

Uma das estudantes contou que houve uma situação em que um professor se apresentou como judeu e o jovem chegou a rir e debochar, fazendo apologia ao nazismo. 

No condomínio onde ele morava há alguns anos, também em Jardim Camburi, vizinhos também relataram comportamentos estranhos. Uma das moradoras revelou que sempre que entrava no elevador com ele, ele colocava o cabelo na frente do rosto.

Também contou que quando soube do que aconteceu chorou e disse que está orando pela família.

Uma outra vizinha, que mora há anos no prédio, lembrou que os irmãos gêmeos, quando mais novos, ainda desciam para a área comum do prédio, mas depois sumiram da área de lazer. 

“Quando mais novos, há uns três anos, eles costumavam descer. Lembro que chegavam a implicar com crianças menores, já mataram um passarinho. Havia reclamações sobre o comportamento. Depois de um tempo, passaram a não ser mais vistos na área de lazer”.  

A reportagem entrou em contato com a instituição de ensino onde o jovem estudava. A escola não passa informações pedagógicas a ninguém que não seja a família do aluno em quaisquer casos.

Já na escola  Éber Louzada Zippinotti, de Jardim da Penha, onde ocorreu o ataque,  a informação passada por policiais e pelo próprio jovem é que ele estudou no local até 2019, quando deixou a instituição. 

Na última sexta-feira, alunos disseram que o ataque teria sido motivado porque ele teria sofrido bullying. No entanto, a motivação não foi esclarecida, nem confirmada.

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