Com colaboração de Carlos Simões
A Vara Regional da Infância e Juventude do Cabo de Santo Agostinho determinou uma medida protetiva que proíbe uma mãe de se aproximar do próprio filho, um bebê de oito meses de vida. O menino está internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) pediátrica do Instituto de Medicina Integral Professor Fernando Figueira (IMIP), na área central do Recife. A Polícia Civil investiga o caso como tentativa de homicídio, após relatos de equipes de saúde apontarem sinais de sufocamento na criança.
De acordo com o registro policial feito pelo Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) no dia 12, profissionais do hospital notificaram que o estado de saúde do bebê apresentou piora repentina em oito ocasiões distintas. Os episódios de crise de desconforto respiratório coincidiram com os momentos em que a mãe esteve sozinha com o filho na UTI.
Investigação e buscas no hospital
Agentes do DHPP compareceram ao IMIP para dar cumprimento aos procedimentos investigativos e verificar a situação. A mãe do bebê não foi localizada no local e não havia retornado à unidade de saúde até a última atualização da polícia.
A Polícia Civil do Estado de Pernambuco confirmou, por meio de nota oficial, que o caso está sob a responsabilidade da Primeira Delegacia de Homicídios. O órgão informou que os detalhes das diligências correm sob sigilo legal para resguardar a identidade e a integridade do menor de idade, conforme determina o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).
Assistência e estado de saúde da criança
O IMIP informou, em nota, que adotou medidas de proteção assistencial imediatamente após a identificação do padrão de comportamento clínico do paciente. A instituição notificou formalmente o Conselho Tutelar, o Ministério Público de Pernambuco (MPPE) e a Polícia Civil.
O bebê permanece sob a guarda e os cuidados diretos da equipe multidisciplinar do hospital, que busca contato com outros parentes da criança. O boletim médico atualizado aponta que o estado de saúde do menino é estável. Ele está ativo, respira sem dificuldades e interage com os funcionários da ala pediátrica. A diretoria do IMIP declarou colaboração integral com as autoridades competentes e comunicou que não emitirá pronunciamentos sobre fatos ainda não concluídos pelo inquérito policial.