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A polícia prendeu, neste domingo (11), o marido da mulher que foi encontrada morta, dentro de uma casa incendiada, no interior de Castelo, Sul do Estado. O caso aconteceu no último sábado (10) e, além da mulher, seus três filhos também morreram.
Segundo a Polícia Civil, logo após o crime, a Polícia Militar recebeu informações sobre o acusado, um homem de 43 anos, que foi localizado no dia seguinte (11). Foi feito contato com o delegado de Castelo, que interrogou o companheiro de Roseane e pediu sua prisão preventiva.
“A prisão de F. A. foi emitida pelo fato de ele ter entrado em contradições em seu depoimento, por ter evadido logo após o suposto incêndio”, informou a Polícia Civil.
A PC também ressaltou que havia relatos de que a vítima queria se separar dele, mas ele não queria aceitar.
Após ser conduzido ao Departamento de Polícia Judiciária (DPJ) de Cachoeiro de Itapemirim, o homem foi encaminhado para o Centro de Detenção Provisória (CDP). A Delegacia de Polícia de Castelo informou que vai encaminhar o inquérito para o Ministério Público assim que ele for concluído.
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O incêndio
O incêndio ocorreu no último sábado (10), pela manhã. O Corpo de Bombeiros foi acionado para combater as chamas e, logo após apagar o fogo, a equipe localizou os quatro corpos, em meio aos escombros do telhado, que acabou desabando com o fogo.
As vítimas são Roseane Carlos Seabra, de 41 anos, e seus filhos, Wellington, de 22, Eduarda, de 17 e Crislaine, de 8. A Polícia Civil informou que, logo de imediato, as circunstâncias apontavam para homicídio, já que as vítimas estavam com lesões na cabeça.
Além dos ferimentos, também chamou atenção dos policiais o fato de que o companheiro de Roseane estava desaparecido desde um pouco antes do incêncio, quando foi visto na residência.
Os corpos foram encaminhados para o Departamento Médico Legal (DML) de Vitória. Três deles já foram examinados e um foi encaminhado para a antropologia, por estar muito carbonizado.
A PC informou ainda que os exames feitos nos corpos apontam que o acusado tenha utilizado um objeto como uma marreta para matar, pelo menos, duas das vítimas.
Dos três, dois tiveram a causa da morte determinada como “ação contundente na cabeça”, ou seja, não morreram em decorrência do incêndio. O terceiro corpo examinado ainda não teve a causa da morte definida, mas exames complementares ainda serão realizados. Por isso, os laudos ainda não ficaram prontos.