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Maritacas mantidas ilegalmente em criadouro são apreendidas em Cariacica

Duas maritacas foram resgatadas em residência de Cariacica após ação da DEPMA; homem de 56 anos admitiu criação sem licença.

Maritacas mantidas ilegalmente em criadouro são apreendidas em Cariacica
- As duas maritacas, por pertencerem à fauna silvestre, serão encaminhadas aos órgãos ambientais responsáveis
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Ana Carolina Carnelli

Jornalista formada pela Universidade Federal do Espírito Santo e pós-graduada em Marketing e Mídias Digitais pela Universidade de Vila Velha. Tem experiência em escrita de textos jornalísticos, apresentação de podcasts, produção, assessoria de imprensa e cobertura de eventos. Também já atuou na criação e edição de conteúdo para mídias sociais.

Última atualização


Duas maritacas silvestres, que estavam sendo mantidas ilegalmente em cativeiro, foram resgatadas de uma residência no município de Cariacica, onde funcionaria um criadouro de animais com fins comerciais.

Durante a fiscalização, os policiais encontraram as aves em situação irregular e identificaram um homem de 56 anos, responsável pelo imóvel, que admitiu manter a criação de animais sem licença.

Ação começou após relatório da Prefeitura de Cariacica

A ação ocorreu após a Prefeitura de Cariacica encaminhar à PCES um relatório de fiscalização sobre o imóvel. Segundo o titular da DEPMA, delegado Marcelo Nolasco, imagens fornecidas pelo município indicaram a presença das aves no local.

“Nós recebemos um relatório da Prefeitura de Cariacica sobre uma fiscalização realizada nessa residência, onde havia a criação de diversos animais com finalidade comercial. Nas imagens encaminhadas, também foi possível identificar maritacas. Durante a ação, encontramos duas aves no local, o que configura crime ambiental, já que elas são animais da fauna silvestre e estavam sendo mantidas sem autorização”

Diversos animais eram mantidos na residência



Além das maritacas, o imóvel abrigava diversos animais, como cães, gatos, patos, galos, calopsitas, ringnecks, coelhos e porquinhos-da-índia.

Conforme o delegado, o responsável de 56 anos reconheceu que não possuía autorização para a atividade.

“Ele admitiu que realiza a criação dos animais sem qualquer licença. Essa situação também será analisada pelos órgãos de fiscalização competentes, porque existe uma questão administrativa relacionada à criação sem autorização”

Destino das maritacas e dos outros animais

As duas maritacas, por pertencerem à fauna silvestre, serão encaminhadas aos órgãos ambientais responsáveis.

Já os animais domésticos e exóticos permanecerão sob a responsabilidade do proprietário, que ficará como depositário fiel.

De acordo com o delegado, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) informou que, neste momento, não está recebendo animais exóticos. Por isso, esses animais permanecerão sob os cuidados do responsável, conforme determinação dos órgãos competentes.

A fiscalização também poderá resultar em medidas administrativas por parte dos órgãos municipais, em razão da criação de animais sem a devida autorização.

A Polícia Civil reforça que manter animais da fauna silvestre em cativeiro sem autorização dos órgãos ambientais pode configurar crime ambiental.



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