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Morte de motorista de app: adolescente se cala, mas, agora, privado de liberdade

Menor de 17 anos foi localizado em Toritama; polícia detalha integração entre forças para evitar que criminosos "livrassem o flagrante"

Morte de motorista de app: adolescente se cala, mas, agora, privado de liberdade
- Victor Dantolli foi vítima de latrocínio no dia 3 de março. Ele tentou escapar do assalto e levou um tiro
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Aline Moura

Aline Moura é formada pela UFPE, trabalhou como repórter de Política, Editora Assistente de Produção de Política e repórter especial do Diario de Pernambuco, num período de 15 anos, onde atuou em todas as áreas, exceto esportes. Também teve experiência de quatro anos como gerente de comunicação da Secretaria do Trabalho, Emprego e Qualificação de Pernambuco e voltou ao jornalismo para integrar a equipe do Portal da Tribuna Online como repórter.

Última atualização

Com informações de Rubens Marinho



O ciclo de capturas pelo latrocínio do motorista de aplicativo Victor Dantolli de Fontes Souza, de 36 anos, foi encerrado com a apreensão do segundo envolvido no crime. O adolescente de 17 anos, que estava foragido desde o dia 3 de março, foi localizado em Toritama, no Agreste de Pernambuco. Os detalhes foram informados nesta quarta-feira (11) pela polícia.

No momento da abordagem, o jovem exerceu o direito constitucional de permanecer em silêncio, mas a colaboração da própria mãe e a força das investigações garantiram sua internação.



Victor, que era arrimo de família e pai de dois filhos, foi morto a tiros durante um assalto na Estrada do Encanamento, em Casa Forte, área nobre do Recife. Para ele, que é mais acostumado a ver mortes entre traficantes, a morte de um trabalhador comove.

“Quando a gente vê um trabalhador, chama a atenção e comove a gente também”, afirmou o Tenente Coronel Marcos Vasconcelos, comandante do 11º Batalhão, ao descrever o empenho das equipes para identificar os suspeitos por meio de imagens de segurança.

A fuga e a rede de proteção



A delegada Natália Tatajiba, titular da 5ª DPH, revelou que o adolescente fugiu para a casa da genitora no Agreste no mesmo dia do crime. “A genitora foi bem colaborativa. Ela reconheceu o filho nas imagens e disse que ele teria chegado em casa à tarde, dizendo que havia se metido em uma confusão, mas sem dar detalhes”, explicou a delegada.

Segundo as investigações, o menor residia com o pai em Nossa Senhora do Ó, na Região Metropolitana, e teria sido apresentado ao comparsa, Cosme Victor Cândido, de 29 anos, por um terceiro ainda não identificado pela polícia.

Cosme, o autor do disparo, já havia sido preso na última semana enquanto tentava fugir pela BR-101, no Ibura. De acordo com o delegado gestor do DHPP, Cláudio Neto, a estratégia policial foi fundamental para manter os suspeitos sob custódia.

“As diligências não cessaram em momento algum para que o flagrante pudesse ser convertido em prisão preventiva. Trabalhamos para que, ao serem capturados, houvesse elementos robustos para a justiça”, destacou.

Próximos passos

Atualmente, o adolescente cumpre medida socioeducativa no CENIP/FUNASE em Caruaru, podendo cumprir até 3 anos de pena. Já Cosme segue no sistema penitenciário. Ele pode pegar até 30 anos de prisão, segundo o Código Penal brasileiro.

A Polícia Civil, por sua vez, mantém as investigações abertas para localizar a arma do crime e identificar o intermediário que uniu a dupla para o assalto. Para a família de Victor, a resposta rápida das autoridades traz um alento em meio ao luto, mas não apaga a dor de uma vida ceifada em plena jornada de trabalho.

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