Um motorista do Sistema Transcol foi atingido por um tiro na tarde desta terça-feira (22), dentro do Terminal de Carapina, na Serra, por um funcionário da Companhia Estadual de Transportes Coletivos de Passageiros do Estado do Espírito Santo (Ceturb).
De acordo com a repórter Manoela Machado, para o Brasil Urgente ES, da TV Tribuna/Band, o disparo teria sido acidental.
Ainda de acordo com a reportagem, o caso está sendo tratado como tentativa de homicídio. Testemunhas contaram que o disparo ocorreu de forma acidental mas o suspeito não permaneceu no local e estaria sendo procurado.
O motorista foi socorrido inconsciente e passou por uma cirurgia de emergência no Hospital Jayme dos Santos Neves.
A Polícia Militar informou que relatos colhidos no local apontam que o disparo teria ocorrido de forma acidental por um servidor do próprio terminal, que se evadiu alegando que se apresentaria posteriormente.
A Ceturb/ES informou, em nota, que irá instaurar um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) para apuração rigorosa dos fatos envolvendo um servidor.
“A Companhia lamenta e repudia de forma veemente o ocorrido. O comportamento do servidor não reflete os valores institucionais da Ceturb e será tratado com o devido rigor”, informou em nota.
A Ceturb informou ainda que o motorista atingido foi prontamente socorrido, recebeu atendimento do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e encontra-se sob cuidados médicos.
“A Ceturb reforça que está colaborando integralmente com as autoridades competentes para a completa elucidação dos fatos e responsabilização dos envolvidos”, diz a nota.
A instituição reitera seu compromisso com a transparência, a segurança e o respeito à população, e não compactua com qualquer conduta que viole a integridade do serviço público.
Segundo a Polícia Civil, o suspeito, de 60 anos, foi conduzido à Delegacia Regional da Serra, onde foi ouvido e liberado.
“A autoridade policial considerou que, poucas horas após o fato, o suspeito procurou espontaneamente a polícia, informou seu paradeiro, confessou o ocorrido e entregou voluntariamente a arma de fogo utilizada. Diante dessas circunstâncias, a autoridade policial concluiu que não estavam presentes os requisitos para a configuração de flagrante delito”, comunicou a corporação em nota.
O caso segue sob investigação da Divisão Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) da Serra.