Um engenheiro agrônomo foi preso acusado de agredir e manter a mulher presa em casa, por cerca de quatro horas, dentro de um apartamento na Praia da Baleia, Serra, na noite do último domingo (05).
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As agressões, segundo a vítima, aconteceram quando ela estava segurando a filha do casal, de 1 ano e 5 meses, e na frente do enteado dela, de 11 anos.
Segundo a jovem, de 24 anos, ela e o marido, de 56, estavam em uma festa de família. Tudo corria bem até que a moça avisou que precisava ir para casa, pois já tinha dado a hora da filha dormir.
“Ele não quis ir. Eu falei que ele podia me levar em casa que eu cuidava das crianças e ele voltava para ficar na festa. Nisso, ele já ficou alterado. Saímos de lá discutindo”, contou a dona de casa, que preferiu não se identificar.
Já no apartamento, em meio à discussão, a jovem decidiu que iria embora. Ela começou a arrumar a mochila, o que irritou o marido.
“Ele não quis deixar, trancou a porta, escondeu a chave e a pasta de documentos da minha filha. Nisso, eu liguei para minha mãe e pedi para ela chamar a polícia porque alguma coisa iria acontecer”.
A vítima pedia para que o marido abrisse a porta, mas ele se recusava. Quando ela pegou a mochila para tentar sair novamente, as agressões começaram.
Ela foi enforcada por cerca de 4 minutos, com a filha no colo. Enquanto tentava lutar para se livrar dos golpes, a jovem chegou a bater com o celular na cabeça do marido. Além das marcas no pescoço, a mulher ficou com hematomas no braço e na perna.
Depois disso, o engenheiro tomou remédios e foi dormir. Antes dos militares chegarem, ele ainda levantou, pegou uma faca e fez ameaças. Segundo a jovem, ela ficou quatro horas presa dentro de casa, até que a polícia chegou e precisou arrombar a porta, já que o agressor se recusava a abrir.
Os dois foram levados para a Delegacia do Plantão Especializado da Mulher, e o engenheiro autuado por lesão corporal e ameaça na forma da Lei Maria da Penha. Em quatro anos de relacionamento, a jovem disse que já foi agredida outras três vezes.