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Polícia

Mulher é presa em flagrante por manter laboratórios de skunk em Cariacica

Laboratórios para cultivo de um tipo de maconha possuíam sistemas de iluminação e climatização próprios

Mulher é presa em flagrante por manter laboratórios de skunk em Cariacica
- Laboratórios contavam com sistemas de climatização e iluminação próprios para a produção de maconha
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Layna Cruz

Jornalista formada pela Universidade Federal do Espírito Santo, é repórter multimídia no jornal A Tribuna e portal Tribuna Online. Já atuou no Tribunal de Justiça do Espírito Santo e no Senac-ES. Curiosa sobre tudo o que envolve comunicação e jornalismo, possui experiência nas áreas de assessoria de imprensa, comunicação institucional, cobertura de eventos, mídias sociais, fotografia e produção de vídeos e podcasts.

Última atualização



Uma mulher, de 30 anos, foi presa em flagrante, na última quarta-feira (22), após a Polícia Civil do Espírito Santo (PCES) localizar dois laboratórios para cultivo clandestino de “skunk” montados na casa da suspeita e em um segundo imóvel ligado a ela, em Castelo Branco, Cariacica.

Dois laboratórios e cerca de 100 pés da planta

Segundo a PCES, os ambientes tinham sistemas de climatização e iluminação próprios para a produção. No local, foram encontrados cerca de 100 pés da planta.

O chefe do Departamento Especializado em Narcóticos (Denarc), delegado Ricardo Almeida, explicou que a substância produzida no local tem teor de THC muito superior ao da maconha comum.

“O skunk é uma maconha feita de cruzamento de subespécies e, por isso, ela fica com um teor de THC bem maior, cerca de 10 vezes maior do que a maconha comum, que é aquela maconha plantada ao ar livre e é depois prensada. Segundo estudos, é cerca de 2% de THC que teria essa maconha comum, convencional, que a gente costuma ver em tablete. E o skunk é cerce de 20% de THC”

Produção sofisticada e possível atuação em grupo

De acordo com a delegada adjunta do Denarc, Fernanda Prado, o grau de “sofsticação” observado indica que o cultivo não era exclusivo da suspeita, havendo outros envolvidos, como o namorado. No segundo imóvel, também foram localizados 57 pinos de cocaína.

“A gente percebeu uma outra sofsticação também, já que eles separam as plantas machos das plantas fêmeas. A gente sabe que as plantas fêmeas, por meio da flor, têm esse THC e quando elas ficam junto com a planta macho impede a produção de THC. (…) É um grau de sofsticação considerável desse grupo criminoso que, aparentemente, pelo grau de sofsticação, não é composto apenas por essa mulher”

As investigações apuram se as drogas eram produzidas para o tráfico vinculado à facção Terceiro Comando Puro (TCP), que domina a região onde ocorria o cultivo.

Encomendas e flagrante

A prisão ocorreu após a polícia encontrar encomendas vinculadas à suspeita no imóvel. Segundo a investigação, ela usava o próprio nome para receber equipamentos do laboratório.

“Ela não era uma mera conhecedora do que estava acontecendo na casa. Ela emprestava o nome para recebimento das encomendas”, afirmou Prado. 



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