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Polícia

Mulher grávida morre após ser baleada por vizinho durante discussão em Nova Venécia

Suspeito atingiu a vítima com um disparo na região do tórax; ela ficou internada por 18 dias antes de morrer

Mulher grávida morre após ser baleada por vizinho durante discussão em Nova Venécia
- Vítima foi identificada como Milena Câmara Gil
Foto de perfil de Ana Carolina Carnelli

Ana Carolina Carnelli

Jornalista formada pela Universidade Federal do Espírito Santo e pós-graduada em Marketing e Mídias Digitais pela Universidade de Vila Velha. Tem experiência em escrita de textos jornalísticos, apresentação de podcasts, produção, assessoria de imprensa e cobertura de eventos. Também já atuou na criação e edição de conteúdo para mídias sociais.

Última atualização



Uma mulher de 36 anos, grávida de três meses, morreu nesta terça-feira (7), vinte dias após ser baleada dentro de casa na região de Córrego do Alegre, em Nova Venécia, Noroeste do Espírito Santo. De acordo com informações da Polícia Militar, o crime ocorreu no dias 19 de março, e o principal suspeito é o vizinho da vítima. 

Segundo informações, no dia do crime, o suspeito, de 63 anos, teria se aproximado da vítima após uma discussão entre os dois e disparado contra o peito da mulher. Após o crime, ele fugiu para uma área de mata próxima à residência. 

A mulher, identificada como Milena Câmara Gil, foi socorrida com ferimentos graves ao Hospital Roberto Silvares, em São Mateus, onde permaneceu internada até esta terça-feira (7), quando não resistiu e morreu. 

Ainda de acordo com a Polícia Militar, familiares do suspeito conseguiram retirar a arma dele, uma garrucha calibre 38, antes que ele fugisse e a entregaram à guarnição. Após ser localizado por parentes, o homem se apresentou aos militares e foi conduzido à 17ª Delegacia Regional.

A Polícia Civil (PC) informou que o suspeito, ainda no dia do crime, foi autuado em flagrante por tentativa de feminicídio. Após os procedimentos de praxe, ele foi encaminhado ao sistema prisional. 

Ainda de acordo com a corporação, ‘uma autuação em flagrante delito realizada na sede da Polícia Judiciária não sofre alterações. O que pode ocorrer é que, durante as investigações, a autoridade policial pode modificar a tipificação do crime no momento do indiciamento, considerando novas provas e análises. Neste caso, a tipificação pode ser alterada para feminicídio, uma vez que a vítima veio a óbito posteriormente à autuação, além da inclusão de eventuais outras qualificadoras, conforme análise minuciosa dos fatos’. 



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