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REDE DE EXPLORAÇÃO SEXUAL INFANTIL

Mulher presa no ES praticava e filmava abusos contra a própria filha

Segundo investigações, a moradora de Marataízes integrava a rede de exploração sexual infantil chefiada por um piloto preso em São Paulo

Mulher presa no ES praticava e filmava abusos contra a própria filha
- Segunda fase da Operação Apertem os Cintos foi deflagrada nesta terça-feira em Marataízes, no litoral Sul do Espírito Santo
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Andressa Antunes

Jornalista formada pela Universidade Federal do Espírito Santo, atua como repórter multimídia no jornal A Tribuna e portal Tribuna Online. Possui experiência nas áreas de assessoria de imprensa, gestão estratégica de redes sociais, cobertura de eventos e produção de videocasts.

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A moradora de Marataízes presa nesta terça-feira (10) durante a segunda fase da Operação Apertem os Cintos praticava e filmava abusos contra a própria filha, uma menina de três anos de idade. De acordo com a Polícia Civil, os conteúdos de teor sexual eram vendidos para o piloto Sérgio Antônio Lopes, preso em fevereiro acusado de chefiar uma rede de exploração sexual infantil.

“Ele solicitava imagens, vídeos, e mediante pagamento ela produzia o conteúdo sexual”, explicou a delegada Luciana Peixoto, da 4ª Delegacia de Repressão à Pedofilia do Departamento Estadual de Homicídios e de Proteção à Pessoa, da Polícia Civil do Estado de São Paulo. 

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Ainda segundo a investigadora, a mulher foi identificada e localizada após dados serem extraídos do celular do piloto. Os dois teriam se conhecido durante uma viagem do investigado ao litoral Sul capixaba. A partir do encontro, que ocorreu quando a criança tinha 2 anos, a exploração sexual teve início.

“No momento da prisão, ela confessou que vazia vídeos da filha e teria apagado alguns desde que ela tinha dois anos, e prosseguiu até os tempos atuais, que agora ela tem três. Esses crimes só cessaram a partir do momento em que o suspeito foi preso, depois que ela perdeu o contato com ele”, afirmou a delegada Gabriela Enne, do Departamento Especializado de Homicídios e Proteção à Pessoa da Polícia Civil do Espírito Santo.

A mulher foi alvo de um mandado de prisão temporária e será indiciada pelos crimes de estupro de vulnerável; exploração sexual infantil; produção, venda, compartilhamento e armazenamento de material de pornografia infantil; e aliciamento de menores. 

Durante a ação também foi cumprido um mandado de busca e apreensão na residência da suspeita. O objetivo, segundo a polícia, foi apreender o celular da investigada, que seria usado para enviar as imagens da criança e receber o pagamento.



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