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REINCIDENTE

Mulher é presa por racismo contra criança de 10 anos em Caruaru

Suspeita teria chamado menino de “macaco” e foi autuada por racismo, ameaça e injúria; ela nega as acusações

Mulher é presa por racismo contra criança de 10 anos em Caruaru
- Em 2024, a mulher foi condenada a dez anos e seis meses de reclusão pelo mesmo crime de racismo
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Edilson Vieira

Formado em jornalismo pela Universidade Católica de Pernambuco, com pós-graduação em Ciência Política pela mesma instituição. Trabalhou com marketing político. Atuou como repórter, produtor, e editor de texto de TV, e ainda como assessor e gerente de comunicação em assessorias de imprensa de empresas públicas. Foi repórter e colunista no Sistema Jornal do Commercio de Comunicação por 11 anos, nas editorias de Veículos e Economia. Está no Portal Tribuna Online PE desde julho de 2023.

Última atualização



Ilária Lindalva da Silva, de 40 anos, foi presa em flagrante nesta quinta-feira (16) no bairro Cidade Jardim, em Caruaru, no Agreste de Pernambuco, sob suspeita de cometer racismo contra uma criança de 10 anos.

Segundo informações da Polícia Civil, a suspeita teria proferido ofensas racistas ao chamar a criança de “macaco”. Esta é a segunda vez que Ilária é detida pelo mesmo motivo.

Prisão em flagrante e descumprimento de medida judicial

A captura foi efetuada por agentes da 89ª Circunscrição Policial (2ª Delegacia de Caruaru) logo após o recebimento da denúncia. A investigada possui histórico de condenação pelo mesmo crime de racismo e injúria racial, contra a mesma vítima e seus familiares.

Ela havia cumprido quase dois anos de cadeia em regime fechado e recebido o benefício da prisão domiciliar há cerca de dois meses, mediante o uso de tornozeleira eletrônica. A decisão judicial determinava que a suspeita permanecesse na cidade de Riacho das Almas.

No entanto, ela descumpriu a norma imposta pela Justiça ao retornar para Caruaru, onde teria voltado a cometer os atos discriminatórios. A polícia informou que dispõe de vídeos, áudios e outros elementos probatórios para subsidiar o inquérito.

Autuação, depoimento e audiência de custódia

Em depoimento, Ilária Lindalva da Silva negou as acusações. Ela foi autuada em flagrante pelos crimes de racismo, ameaça e injúria. Por se tratar de um crime inafiançável, não foi estipulada fiança, e a suspeita aguarda a audiência de custódia.

Histórico do caso e condenação anterior

O primeiro registro envolvendo a acusada e a mesma família ocorreu em julho de 2023. Na ocasião, uma denúncia do Ministério Público de Pernambuco (MPPE) detalhou que a mulher proferiu injúrias raciais contra quatro membros da família, utilizando termos depreciativos de cunho estrito à cor e à raça.

Os relatos ministeriais apontaram que as ofensas recorrentes afetaram diretamente o comportamento da criança — que tinha 7 anos à época —, gerando quadros de medo e isolamento social. O histórico do caso aponta ainda que a acusada arremessava fezes de animais, pedras e garrafas contra o imóvel das vítimas, além de fazer ameaças de dano ao patrimônio.

Em 2024, Ilária havia sido condenada pela 4ª Vara Criminal de Caruaru a dez anos e seis meses de reclusão pelo crime de racismo.

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